Desde 2002 que as famílias não poupavam tanto. Em 2020 atingiu os 12,8% do rendimento disponível

Diminuição do consumo e aumento do rendimento ditaram o aumento da poupança dos portugueses.

Desde o início do século que as famílias portuguesas não poupavam tanto, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) conhecidos esta sexta-feira. Em 2020, a taxa de poupança, medida em proporção do rendimento bruto disponível foi de 12,8%

"No 4º trimestre de 2020 a capacidade de financiamento das Famílias aumentou 1,4 pontos percentuais (p.p.), para 5,9% do PIB, e a taxa de poupança atingiu 12,8% (11,0% no trimestre anterior e 7,1% no final de 2019), sendo necessário recuar a 2002 para encontrar uma taxa de poupança idêntica", refere o INE.

"Este resultado refletiu sobretudo a variação nominal de -5,0% do consumo privado em 2020, variação negativa sem precedente na série iniciada em 1995, visto que o rendimento disponível das famílias aumentou 1,0%,refletindo em parte as medidas de políticas públicas adotadas no contexto da pandemia e com reflexo na redução do saldo das Administrações Públicas (AP)", detalkha o gabinete de estatística.

Segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, os depósitos dos particulares aumentaram em 957 milhões de euros entre janeiro e fevereiro deste ano. ""A tva (taxa de variação anual) foi de 8,9%, valor 1,1 pp (pontos percentuais) acima do registado em janeiro", refere o supervisor num comunicado.

Comparando com o montante de depósitos de particulares registado em fevereiro de 2020, o aumento observado é de 13,1 mil milhões de euros.

Este aumento ocorre quando a taxa de juro média dos depósitos a prazo das famílias se situa no mínimo histórico de 0,07%, segundo dados do Banco de Portugal relativos a novas operações efetuadas em janeiro.

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