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“Há cada vez mais bons exemplos de inovação em grandes e pequenas cidades”

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Qual o balanço que faz da evolução das smart cities em Portugal nos últimos anos?

Penso que a evolução tem sido muito boa. Começou com um conceito muito teórico, que assustava um bocadinho, e hoje percebeu-se que não exige uma cidade completamente nova. O que exige é que olhemos para as cidades que temos, para as infraestruturas que existem, para os munícipes, para as pessoas que trabalham nas câmaras e perceber quais as várias necessidades e torná-las, caso a caso, uma cidade mais inteligente.

De que forma está a Cisco a participar em todo este novo movimento?

A Cisco tem estado a participar muito ativamente na questão das smart cities, e este é um dos nossos grandes pilares estratégicos, porque temos uma componente de tecnologia muito abrangente e um portfólio que permite endereçar muitas áreas, que temos de conjugar e perceber qual a melhor tecnologia. Temos o wi-fi, tecnologia importante porque não só estamos a dar um serviço muito valorizado, mas porque através delas conseguimos tirar a analítica do que está a acontecer na cidade. Disponibilizamos a rede que suporta as infraestruturas da cidade que hoje têm de ser inteligentes, autónomas e permitir grande flexibilidade. Preocupa-nos a questão da cibersegurança porque sabemos que quanto mais equipamentos e sensores estiverem ligados maiores as fragilidades da cidade.

Que inovações destaca na rede nacional de smart cities?

Há cada vez mais exemplos em Portugal, não só nas grandes cidades como também nas cidades mais pequenas. Temos exemplos muito comuns, como a recolha dos lixos mais eficiente usando sensores, havendo também eficiência a nível do ruído. Outra área é o tratamento das águas e a identificação de fugas: ao colocarmos o sensor conseguimos logo perceber se houve fugas ou não, com impactos enormes. Em termos de eficiência operacional, temos de adequar os nossos recursos às condições que nos rodeiam, como a questão das luminárias: num dia cinzento precisamos mais de luz, num dia radioso não precisam de estar ligadas. Da mesma maneira, apenas precisamos de uma rua iluminada se houver pessoas a passar. O mesmo se aplica às regas dos jardins: se estiver a chover não precisamos das regas ativas. Em algumas cidades temos os transportes públicos como sensores, como é o caso de Braga, que permitem saber quantas pessoas entram em cada paragem e quantas saem, e ter uma análise mas preditiva da sua manutenção e uma gestão mais eficiente dos seus recursos. Isto permite tomar decisões mais eficientes. Mas também têm sensores de temperatura, de ruído, o que permite leituras mais exatas. Outro exemplo é o wi-fi nos centros históricos, que permite não só fornecer este serviço a turistas como saber quais as pessoas que frequentam a cidade, que trajeto fazem no centro histórico, bem como fornecer informação relevante, como as agendas culturais, horários, entre outros exemplos.

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