Imobiliário

Habitação. Preços das casas quase imunes à pandemia

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Por agora, os preços mantêm-se e não se antecipa uma correção drástica e abrupta, diz a Confidencial Imobiliária.

O preço de venda das casas apresentou uma quebra residual de 0,2% em julho face ao mês anterior, o que demonstra que a pandemia teve para já um efeito quase neutro nos valores dos imóveis no país. Ainda assim, registou um aumento de 12,2% face ao mês homólogo do ano passado.

Desde o início do surto pelo novo coronavírus que os preços da habitação têm registado variações em cadeia um máximo de 0,9% e um mínimo de 0,2% negativos, revelam os dados da Confidencial Imobiliário.

As últimas variações mensais negativas do Índice de Preços Residenciais, também em torno de -0,2%, foram observadas em dezembro de 2018 e janeiro de 2019, uma situação isolada num período de forte aceleração da valorização dos imóveis.

“Apesar de os preços registarem uma variação em cadeia negativa, esta é muito residual e não é inédita mesmo no ciclo de forte valorização do mercado a que assistíamos no início de 2019. Em geral, os preços mantêm-se globalmente estáveis por agora e não se antecipa uma correção drástica e abrupta”, diz Ricardo Guimarães, diretor geral da Confidencial Imobiliário.

Os preços das casas aumentaram 12,2% em julho face ao mesmo mês de 2019, mas mais de 5 pontos percentuais abaixo das variações de cerca de 17% observadas em janeiro e fevereiro deste ano, confirmando a perda de ritmo nas subidas homólogas.

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