Hack for Good: Antecipar doença de Parkinson vale vitória à EyeBrain

Solução para smartphone pode ajudar a reduzir custos desta doença degenerativa, que estão estimados em 47 mil milhões de euros por ano.

Há 10 milhões de pessoas que não conseguem, sozinhas, abrir garrafas de iogurte. Isto é sinal de que têm Parkinson, doença que tem um custo estimado de 47 mil milhões de euros por ano. A equipa da EyeBrain desenvolveu, por isso, uma solução que permite fazer o diagnóstico antecipado desta e de outras doenças degenerativas. A proposta valeu a vitória no hackaton Hack for Good, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

"Criámos um add-on para smartphone que permite, em 15 segundos, a medição da variação da dinâmica pupilar conforme a luminosidade. A pessoa vê um vídeo de 15 segundos e, graças a um flash, esta ferramenta faz a análise ao diâmetro da pupila e deteta doenças degenerativas", explicou Ana Sousa, um dos membros da equipa, durante a apresentação realizada este domingo no Palácio dos Correios, no Porto. Esta ferramenta, que foi criada no âmbito da tese de doutoramento de Ana Sousa, pode ser utilizada por empresas farmacêuticas ou prestadores de cuidados de saúde.

A EyeBrain, graças à vitória no hackaton, recebeu um prémio financeiro de cinco mil euros, licenças de software e entrada direta no bootcamp, que vai decorrer entre maio e outubro em Lisboa, no Porto e também em formato virtual. O segundo e terceiro lugares foram as para as equipas Barcoders e Lit Maker, respetivamente.

Leia aqui: Hack for Good: Mentores seniores ajudam a criar novas tecnologias

A Barcoders desenvolveu a Haomscan, uma aplicação móvel e um dispositivo físico que servem para melhorar a alimentação dos mais idosos. Esta solução lê os rótulos dos produtos e avalia, com um código de cores, se estes podem ou não ser comprados, através de uma interface. Ao ficar em segundo lugar, esta equipa ganhou um prémio monetário de dois mil euros, licenças de software e acesso ao bootcamp.

A Lit Maker é uma plataforma que quer promover a educação tecnológica adequada às crianças, ao aliar a criatividade ao pensamento lógico. Isto é possível porque a aplicação móvel controla um equipamento físico, se as crianças fizerem as ligações certas.

Esta foi apenas a primeira etapa da edição de 2018 do Hack for Good. Pela primeira vez haverá um bootcamp, que deverá contar com mais do que as 10 equipas esperadas inicialmente, devido à qualidade dos projetos. Nesta etapa, as equipas vão ter acesso a mentoria e a vários conteúdos para poder continuar a desenvolver as suas ideias e preparação para receber um potencial investimento.

Entre 5 e 8 de novembro, as ideias com mais potencial de investimento serão apresentadas na Web Summit, onde a Hack for Good vai contar com um espaço próprio na FIL.

A procura de soluções para crianças, seniores, refugiados e migrantes são os tópicos da terceira edição da maratona tecnológica organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian. No hackaton, além dos mentores por cada uma das áreas, as 35 equipas foram acompanhadas por mentores tecnológicos ligados a várias startups e scaleups portuguesas, como Unbabel, eSolidar, HypeLabs, Natixis e XpandIT.

O Dinheiro Vivo acompanhou a primeira etapa do Hack for Good ao longo deste fim de semana, no Palácio dos Correios, no Porto.

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