Turismo

Herdade da Comporta. Venda adiada para setembro

A Herdade da Comporta é um ativo com grande potencial para fins turísticos. Fotografia: D.R.
A Herdade da Comporta é um ativo com grande potencial para fins turísticos. Fotografia: D.R.

Rio Forte e Novo Banco concertaram posições quanto ao futuro da Comporta. Exigem transparência no processo

O futuro da Herdade da Comporta voltou a ser adiado. Os participantes no fundo imobiliário decidiram remarcar uma nova data para a tomada da decisão sobre a venda dos ativos imobiliários, estando agora o destino da Comporta agendado para 28 de setembro.

Oito dias antes, a 20 desse mês, os interessados têm de apresentar as suas propostas, que têm obrigatoriamente de ser vinculativas, e provas de fundos que garantam a concretização dos seus propósitos.

Ao contrário do que sucedeu até agora, as propostas têm que apresentar critérios equivalentes para serem analisadas na próxima assembleia-geral

Um dos objetivos do adiamento da decisão prende-se exatamente com a necessidade de conferir “transparência a todo este processo”. De acordo com a Declaração de Voto e Proposta apresentada hoje na assembleia pela insolvente Rio Forte, que detém participações no fundo de 59,09%, e pelo Novo Banco, com 15,46%, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, estas duas entidades “consideram que só com a imposição de regras claras, transparentes e profissionais se poderá concluir com sucesso este processo”.

A declaração foi aprovada com 75% dos votos dos participantes. Na assembleia foi também votada e chumbada a “exclusividade concedida pela administração da Gesfimo [gestora do fundo] a um dos concorrentes [o consórcio constituído pelo empresário inglês Mark Holyoake , a Portugália e a Sabina].

Os dois maiores participantes no fundo (juntos representam 74% das unidades de participação) acordaram que até dia 3 de agosto “seja disponibilizada a cada concorrente uma process letter com a densificação das regras genericamente anunciadas em ordem de conferir certeza e clareza ao procedimento”.

Entre os argumentos esgrimidos pela Rio Forte e o Novo Banco e que levaram à suspensão da assembleia destacam-se a falta de informação dada pela Gesfimo aos participantes do fundo sobre todo o processo de venda, os montantes oferecidos pelos ativos apresentarem-se “significativamente inferiores, em dezenas de milhões de euros, aos constantes das avaliações realizadas”, e ainda o “ambiente de conflitualidade” entre os interessados na herdade.

As duas entidades “consideram que só com a imposição de regras claras, transparentes e profissionais se poderá concluir com sucesso este processo”.

Recorde-se que se apresentaram três interessados aos ativos imobiliários da Herdade da Comporta. O consórcio constituído pelo inglês Mark Holyoake, a Portugália e a Sabina ofereceram 155,8 milhões de euros. Já a aliança de Paula Amorim com o milionário francês Claude Berda fez uma oferta de 156,4 milhões. Louis-Albert de Broglie e os seus parceiros Global Asset Capital e Bonmont esclareceram nos últimos dias que a sua oferta é de 159 milhões.

Notícia atualizada às 18 horas

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