Hollande: “Chegou a hora de oferecer aos portugueses uma perspectiva que não seja só de austeridade”

François Hollande promete crescimento
François Hollande promete crescimento

O presidente francês François Hollande defende que são necessárias mais medidas que promovam o crescimento económico para contrariar a onda de austeridade que assola a Europa.

“Não é possível, pelo bem de todos, impor uma cadeia perpétua a umas nações que já fizeram sacrifícios consideráveis se as suas populações não vêem, em algum momento, os resultados dos seus esforços”, afirmou François Hollande em entrevista ao El País. “Hoje é tão importante a ameaça da recessão como a dos défices”.

O líder gaulês declarou que chega de austeridade nos países do Sul da Europa: “Também me dirijo aos espanhóis e portugueses, que estão a pagar caro
os problemas criados por outros: Chegou a hora de oferecer uma
perspectiva que não seja só a de austeridade.

Na entrevista, François Hollande também sugeriu que Angela Merkel está demasiado preocupada com a situação interna da Alemanha para responder de forma adequada à crise, num momento em que faltam apenas 10 meses para as eleições no país. Angela Merkel “é muito sensível às questões de política interna e às exigências do seu Parlamento”, disse o presidente.

Sobre a Grécia, Hollande prometeu que vai fazer “todos os possíveis para que a Grécia permaneça na zona euro”.

O socialista prometeu que vai bater-se pela agenda do crescimento, algo que afirma estar a fazer desde a sua eleição: “Estou convencido de que, se não dermos um novo alento à economia europeia, as medidas de disciplina, por muito desejáveis que sejam, não podem traduzir-se em nada”.

Questionado sobre quais as medidas de crescimento que pretende aplicar, Hollande explicou que passa por aplicar o pacto de crescimento europeu aprovado este Verão, no valor de 120 mil milhões de euros. “O regresso ao crescimento significa mobilizar financiamento à escala europeia, e esse é o pacto que aprovámos em Junho, mas também melhorar a nossa competitividade e coordenar as nossas políticas económicas”.

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