Protestos em Hong Kong

Hong Kong: Trump reclama crédito por China não ter esmagado protestos

Donald Trump ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani. Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Donald Trump ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani. Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Presidente norte-americano garantiu que já conseguiu as bases para um acordo comercial com a China, para colocar fim o conflito.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que é ele o responsável por o exército chinês não ter ainda esmagado as manifestações pró-democracia em Hong Kong.

“Sem mim, Hong Kong teria sido exterminada em 14 minutos”, afirmou Donald Trump, chamando a si os méritos da posição mais moderada e cautelosa de Pequim perante os protestos pró-democracia, que desde junho assolam as ruas da antiga colónia britânica com várias exigências ao governo local.

“Ele (Xi Jinping, Presidente chinês) tem um milhão de soldados preparados, fora de Hong Kong. Eles ainda lá não entraram porque eu lhe pedi”, disse Trump, num depoimento à cadeia televisiva norte-americana Fox News.

“Temos de apoiar Hong Kong, mas também apoio o Presidente Xi”, explicou Trump, resumindo a posição dos Estados Unidos perante a situação de violência naquele território autónomo da China, dois dias depois de o Congresso ter aprovado uma resolução apoiando os direitos humanos e a democracia em Hong Kong.

O Presidente norte-americano garantiu ainda que já conseguiu as bases para um acordo comercial com a China, para colocar fim a um conflito que já dura há quase dois anos e tem implicado tarifas alfandegárias retaliatórias dos dois lados, de valor de muitos milhões de dólares.

Na entrevista à Fox News, Trump disse que transmitiu ao Presidente chinês a mensagem de que se o exército de Pequim reprimisse de forma violenta as manifestações de Hong Kong, as negociações comerciais poderiam ficar comprometidas.

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