ADSE

Hospitais privados dizem que “não há qualquer sinal de diálogo”

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar.
O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar.

A associação dos hospitais privados defende que não teve responsabilidade na quebra do diálogo com direção da ADSE.

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) garante não ter responsabilidade na quebra de diálogo entre hospitais privados e direção da ADSE na negociação das tabelas de preços convencionados para a prestação de cuidados de saúde a funcionários públicos.

“A ADSE está em completo silêncio desde outubro e não há qualquer sinal de diálogo”, reage o presidente Óscar Gaspar, após um apelo ao “diálogo urgente” entre privados e direção da ADSE por João Proença, líder do Conselho Geral e de Supervisão do instituto público que gere o subsistema de saúde, esta tarde.

“Desconhecemos que informações circulam entre conselho de administração [direção da ADSE] e o conselho geral e de supervisão da ADSE, mas em setembro a APHP fez uma apresentação detalhada das questões a discutir e iniciou-se um processo que teve final abrupto em outubro, sendo que tal não foi da responsabilidade da APHP”, indicou o presidente da associação dos hospitais privados.

Ao Dinheiro Vivo, Óscar Gaspar afirma que, nesse mês, a APHP enviou um documento sobre as negociações à ADSE e que “já em dezembro, na sequência da assembleia geral, manifestou profunda preocupação pelo impacto de não estarem resolvidas algumas questões”. “Em resposta, tivemos silêncio”, diz.

Em causa, está a negociação de uma nova tabela de preços convencionados, com a qual a ADSE pretende fixar preços máximos para o consumos por pacientes em cirurgia – um dos itens considerado em desvio no processo de regularizações relativo aos anos de 2015 e 2016 com o qual o instituto público pretende reaver mais de 38 milhões de euros, que considera terem sido faturados em excesso.

Segundo o presidente do Conselho Geral e de Supervisão, esta tarde, terão sido marcadas reuniões sobre a questão, já depois de outubro, que acabaram canceladas. ADSE e APHP então atualmente em litígio, nos tribunais, devido à exigência de regularização de valores. A ação foi apresentada pelos hospitais privados, que contestam a exigência.

 

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