Hotelaria. Proveitos sobem ao triplo da velocidade das dormidas

Portugueses e estrangeiros impulsionam ocupação e receitas especialmente nas regiões dos Açores e do Centro em setembro.

A hotelaria portuguesa continuou a crescer, embora a um ritmo menos acelerado, no mês de setembro. Recebeu 2,2 milhões de hóspedes e 6,3 milhões de dormidas, o que corresponde a um aumento de 7,9% e 5,1%, respetivamente, face ao mesmo período do ano passado. Já os proveitos totais cresceram 16%, para 406,7 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento aumentaram 18,6%, para 303,1 milhões de euros, ou seja, mais do triplo do crescimento das dormidas.

A região com maior aumento de dormidas, em setembro, foi o Centro, com mais 16,2%, ou seja, 93,5 mil dormidas mais que no mesmo mês do ano passado. Os principais responsáveis por este aumento foram os hóspedes estrangeiros, cuja procura em dormidas naquela região já ascende a mais 31,8% em setembro e 27,4% no acumulado do ano. No cômputo dos meses entre janeiro e setembro, o Centro é a segunda região que mais cresce em dormidas (+14,9%), superada apenas pelos Açores (+18,3%).

Quanto aos nacionais, em setembro o maior aumento foi para os Açores (+12,7% de dormidas), destacando-se esta região com um aumento acumulado de 18,1%. Desde o início do ano, a segunda região que mais cresce nas preferências dos portugueses é o Alentejo (+7,6%).

Também os estrangeiros aumentaram o interesse pelas ilhas atlânticas, com um aumento das dormidas de 12,7% em setembro, ascendendo a 16,5% entre janeiro e setembro. Segue-se o Alentejo, com +24% de dormidas de estrangeiros em setembro (+6,4% desde janeiro).

O Algarve recebeu 36,5% das dormidas em setembro (com um aumento de 16,1% de dormidas) e a Área Metropolitana de Lisboa 22,1% (a crescer 17,9% em setembro).

Setembro acabou por ser melhor do que julho para a hotelaria nacional no que respeita a hóspedes estrangeiros: recebeu mais 6,5% de hóspedes estrangeiros (+5,2% em julho) e apesar de só ter recebido mais 1,4% de hóspedes portugueses (+3,7% em julho), registou uma maior subida nos proveitos de aposento (18,6% por comparação com +15,2% em julho). O mercado britânico desceu ligeiramente (0,2%) em setembro, mantendo um crescimento de 2,8% este ano; o alemão aumentou 4,2% (7,7% desde o início do ano); e o francês manteve a tendência de descida de -1,9% em setembro (-0,1% desde o início do ano), tal como o espanhol, que aumentou 4,5% em setembro, mas perde 1,4% desde janeiro, deixando de ser o segundo maior mercado externo do turismo português.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, os hotéis portugueses receberam mais 8,6% de hóspedes, num total de 16.247 milhões, e mais 7,2% de dormidas, correspondendo a 46.262 milhões de pernoitas. Esta diferente velocidade resulta na diminuição da estada média, agora de apenas 2,85 noites (-1,3% face aos primeiros nove meses de 2016). Ainda assim, aumentou a taxa de ocupação-cama para 54,7% (mais 2,4 pontos percentuais) e o rendimento médio por quarto subiu já 15,6% desde o início do ano, para 53,8 euros por noite.

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