Inovação

Houve menos portugueses a pedir patentes em 2017. Novadelta sai do ranking

Foto: EPO
Foto: EPO

Por cada milhão de habitantes, há 14 pedidos de patentes em Portugal. A média europeia é 134. Na Suíça, há 884 pedidos por milhão de habitantes.

Foi a campeã das patentes em 2016, e permitiu a Portugal dar um salto de nível europeu neste campeonato. Mas 2017 terá sido um ano menos inovador em Campo Maior. No ranking publicado esta quarta-feira pelo Instituto Europeu das Patentes (IEP), a Novadelta, dona dos cafés Delta, nem surge no top 5 das empresas portuguesas que no ano passado fizeram mais pedidos para registar patentes na Europa.

A ausência da Novadelta, que no ano passado se candidatou a 12 patentes, ajuda a explicar a queda de 5,7% dos pedidos portugueses junto do IEP em 2017. Depois de quatro anos seguidos a crescer, Portugal volta a recuar naquele que é um dos indicadores mais relevantes para medir o desenvolvimento de um país.

O IEP recebeu 149 pedidos portugueses para registar patentes, menos nove do que em 2016. Ainda assim, o número absoluto de pedidos consegue ser o mais elevado da última década.

Por cada milhão de habitantes, há 14 pedidos de patentes em Portugal. A média europeia é 134. Na Suíça, há 884 pedidos de patentes por milhão de habitante.

Já o número de patentes concedidas a empresas e institutos de investigação nacionais cresceu 15,3% para 68, o número mais alto dos últimos dez anos, revela o IEP. Em 2016 tinham sido concedidos 59 pedidos. Em 2014, Portugal não tinha ido além dos 22.

Patentes

Portugal representa 0,1% dos pedidos de patentes feitos ao instituto europeu em 2017 e ocupa o 35º lugar do ranking, atrás de países como Porto Rico, Liechtenstein ou República Checa. A lista é liderada pelos Estados Unidos, com 42 300 pedidos.

A instituição portuguesa que recorreu mais vezes ao IEP em 2017 foi o INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, com sede em Braga. Fez oito pedidos para registo de patentes.

Seguem-se o Biosurfit e o INESC Porto, com seis pedidos. O ranking fica completo com a Saronikos Trading and Services e com a Universidade do Porto, ambas com cinco pedidos para registar patentes a nível europeu.

Medição, tecnologia médica, sistemas de processamento e engenharia civil são as áreas tecnológicas com mais pedidos de patentes em Portugal.

Já a nível geográfico, é no norte que mora a inovação. O Minho e Douro Litoral representam quase 42% dos pedidos de patentes. No ranking das cidades, o Porto lidera, com 25 pedidos, seguido de Lisboa, com 21 requisições.

Chinesa Huawei é a empresa que pede mais patentes na Europa

Em 2017 o IEP voltou a bater recordes. No total, foram feitos 166 mil pedidos de patentes, mais 3,9% do que no ano anterior.

O país que mais cresceu foi a China, que registou um aumento de 16,6% face ao período homólogo, e tirou a Suíça do top 5 do IEP. Depois dos Estados Unidos, os países que pediram mais patentes na Europa foram a Alemanha e o Japão. A China ficou na quarta posição sendo seguida pela França, que com mais de 10 500 pedidos entrou para o top pela primeira vez.

Além de Portugal, os países europeus que mais caíram no indicador da inovação foram a Bélgica, Noruega e Irlanda. A tecnologia médica, a comunicação digital e as tecnologias de computadores são as áreas mais concorridas.

Uma das grandes novidades do relatório de 2017 do IEP está na lista das empresas que pediram mais patentes. Pela primeira vez, o ranking é dominado pela gigante chinesa Huawei, com 2398 pedidos.

Patentes2

A Siemens subiu do 6º para o 2º lugar, seguida pela LG, que completa o pódio. O top das das empresas com mais pedidos para registar patentes é composto por quatro companhias europeias, três norte-americanas e três asiáticas.

O relatório do IEP vai ser apresentado esta quarta-feira em Bruxelas pelo presidente da instituição europeia, Benoît Batistelli, que completa oito anos à frente da instituição. Em 2018 será substituído pelo português António Campinos.

A jornalista viajou para Bruxelas a convite do Instituto Europeu de Patentes

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal  Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens

Mário Vaz. “Havendo frequências, em julho teríamos cidades 5G”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (C), durante a cerimónia militar do Instituto Pupilos do Exército (IPE), inserido nas comemorações do 108.º aniversário da instituição, em Lisboa, 23 de maio de 2019.  ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Marcelo: “Quem não for votar, depois não venha dizer que se arrepende”

Certificados

Famílias investiram uma média de 3,3 milhões por dia em certificados este ano

Outros conteúdos GMG
Houve menos portugueses a pedir patentes em 2017. Novadelta sai do ranking