Huawei investe em Aveiro para potenciar transição digital em Portugal

A gigante das telecomunicações firmou parceria com a Universidade de Aveiro e o Instituto de Telecomunicações para criar um laboratório dedicado ao 5G e à Inteligência Artificial.

Reforçando a afirmação da região como um dos principais palcos para a inovação tecnológica, a Huawei assinou um memorando de entendimento com a Universidade de Aveiro e o Instituto de Telecomunicações para a instalação de uma infraestrutura dedicada ao desenvolvimento do 5G e da Inteligência Artificial (IA). O objetivo passa por apoiar a indústria na criação, em parceria com a academia, de soluções fiáveis para diferentes setores que permitam assegurar uma transição bem-sucedida para a sociedade digital em Portugal.

Reunindo a experiência global da empresa em tecnologia de quinta geração e o know-how das duas instituições do sistema científico-tecnológico da região, a colaboração permitirá às comunidades portuguesas de Investigação e Desenvolvimento (I&D) testar novos conceitos e avaliar a criação de produtos que podem ser explorados para atividades de inovação e desenvolvimento da indústria.

Com vista a facilitar a experimentação de novas soluções baseadas no 5G, o investimento na região testará conceitos em diferentes mercados verticais, avaliará a sua fiabilidade e possibilitará a pesquisa em estruturas de rede 5G. Tony Li, CEO da Huawei Portugal, acredita que este "é um passo determinante para acelerar as ambições do país ao nível da transição digital" e defende que a "ligação ao sistema académico e científico vem potenciar o desenvolvimento de soluções inovadoras" com cunho nacional.

A iniciativa pretende, numa primeira fase, acelerar alguns dos projetos de investigação na área das redes 5G existentes na região, estando previsto o seu alargamento para um âmbito nacional e internacional. Exemplo daquilo que tem vindo a ser feito em Aveiro é o estudo da aplicação do 5G em ambiente industrial, um projeto anunciado em dezembro e que junta a Universidade de Aveiro, Bosch, Huawei e Altice.

Tendo em conta o âmbito e impacto internacional das atividades de várias indústrias do ecossistema 5G, as instituições preveem que a utilização desta infraestrutura possa ser alargada, numa fase posterior, a iniciativas desenvolvidas além-fronteiras que possam, quando bem-sucedidas, ser adaptadas às necessidades portuguesas. Para o presidente da Comissão de Gestão do Instituto de Telecomunicações (IT), a parceria agora firmada "virá a constituir uma infraestrutura laboratorial de excecional valor à investigação e apoio à formação pós-graduada desenvolvidos no IT". J

osé Carlos Pedro explica que, desta forma, a instituição estará "no seio do punhado de unidades de investigação a nível mundial com acesso a tais instrumentos de investigação científica de ponta", permitindo cumprir a sua missão de serviço à comunidade. Apesar da Huawei não revelar os valores do investimento, por considerar não se tratar de um projeto comercial, estima-se que seja significativo tendo em conta o equipamento doado nas áreas do 5G e da IA.

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