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Há uma nova rainha dos smartphones em Portugal

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A Huawei foi a empresa que mais smartphones vendeu em Portugal em 2018, acabando com um reino de sete anos da Samsung.

Depois da aproximação, a ultrapassagem. A Huawei é agora a marca que mais unidades de smartphones vende no país a nível anual, batendo a Samsung não só em número mas também em receitas totais amealhadas com a venda de telemóveis (aí a diferença é mais ténue).

De acordo com a empresa de análise IDC, a Huawei conquistou a liderança do mercado português ao vender 790.691 telemóveis em Portugal durante 2018, subindo quase 10% em quota de mercado, para os 28,7%. Já a Samsung vendeu 718.781 mil unidades e até aumentou em quota de mercado, que está agora nos 26,1%, mas foi superada pela rival chinesa pela primeira vez desde que chegou à liderança em 2011 – na altura bateu a Nokia, que foi a marca que mais telemóveis vendeu até 2010 (os smartphones nunca pegaram na empresa finlandesa).

Na luta pelas receitas totais em venda de telemóveis, a Huawei surpreendentemente também venceu, mas por uma unha negra. Conseguindo 303,95 milhões de dólares (267,76 milhões de euros), contra 303,31 (267,20 milhões de euros) da Samsung. “Ou seja, no total das vendas em termos de valor a Huawei também é número 1, o que denota que o mix de produto está cada vez mais entre a gama média e a alta e vendem cada vez mais produtos mais caros”, explica-nos Francisco Jerónimo, consultor da IDC.

A Apple manteve a terceira posição nas vendas de telemóveis e, ao contrário da Huawei e da Samsung, caiu em unidades vendidas, conseguindo 313.652 unidades vendidas no país (em 2017 vendeu 362 mil iPhone) e perdeu quase 1% em quota de mercado, que fixa-se agora nos 11,4%. No entanto, a empresa californiana conseguiu mais receitas do que em 2017, com um total de 262,90 milhões de dólares (mais 32 milhões do que em 2017, graças aos preços de iPhone mais elevados).

Outra tendência que os dados da IDC nos indicam é que o preço médio dos smartphones em Portugal também subiu, passando dos 311 dólares por aparelho para os 372 dólares em 2018. Aí lidera a Apple, com a média por aparelho vendido a ser de 838 dólares (em 2017 a média ficou-se nos 633 dólares), bem acima da Samsung (média de 422 dólares) e da Huawei (384 dólares). Todas subiram em valor médio por aparelho vendido.

O que os dados da IDC nos indicam é que a Huawei e Samsung foram as únicas marcas a ganhar quota de mercado em Portugal, mas quem perde mais são as outras marcas além do trio da frente. A Wiko é a quarta marca que mais vende em Portugal, com 144 mil aparelhos (baixo em quota de mercado para os 5,2%) e em quinto surge a TCL (Alcatel), com 140 mil unidades (desceu ligeiramente em quota de mercado). As restantes marcas todas juntas desceram perto de 10% em quota de mercado, o que mostra como o mercado português está cada vez mais centrado na Huawei, Samsung e Apple.

Leia também | Huawei Portugal: “Estamos dispostos a tomar medidas de segurança para aliviar qualquer preocupação”

Venderam-se menos telemóveis

No total, venderam-se em 2018 um total de 2.754.169 de telemóveis em Portugal, uma redução de 4,6% face ao que se vendeu em 2017 (2.888.459). “O pico de vendas de telemóveis em Portugal aconteceu em 2015 – até essa altura tinha um crescimento de dois dígitos -, em 2016 começou a descer, 1,3%, depois em 2017 caiu 2,5% e agora houve esta redução de 4,6%”, indica Francisco Jerónimo.

Em mercados mais maduros como o da Europa ocidental, as vendas dos smartphones começaram a cair em 2016, com 8,2% de queda, e têm vindo a cair menos depois disso. “Em 2017 cairam 5,7% e em 2018 já só reduziu 3,2%”, explica-nos o consultor da IDC, que atribui o facto de em Portugal o mercado estar a cair cada vez mais, com aumento do valor dos telemóveis (estão mais caros): “enquanto noutros países o poder de compra permite renovar mais cedo o telemóvel, em Portugal o ciclo médio de renovação vai ser superior ao resto da UE”.

Apesar da redução em número de vendas, o mercado português atingiu pela primeira vez o mil milhão de dólares em receitas (1.025.580.000), quando em 2017 o valor tinha sido de 898 milhões de dólares, graças à subida do preço médio por smartphone comprado. Ou seja, os portugueses compram cada vez mais telemóveis mais caros.

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