Ideias e estratégias para repensar Portugal reunidas em livro

Lançado nesta noite, Esperança e Reinvenção: Ideias para o Portugal do Futuro tem o "propósito cívico" de refletir sobre a sociedade e o país.

A pandemia trouxe uma “oportunidade” para repensar o setor industrial e “decidir estrategicamente o que se pode fazer em Portugal”, alerta Isabel Furtado, presidente da COTEC, a Associação Empresarial para a Inovação, que nesta quarta-feira esteve na apresentação do livro Esperança e Reinvenção: Ideias para o Portugal do Futuro. A empresária do têxtil foi uma das 18 figuras convidadas por Luís Ferreira Lopes para refletirem sobre os desafios que o país enfrenta devido à covid-19. A venda reverte a favor do Banco Alimentar Contra a Fome, para ajudar a população, numa altura em que a “solidariedade” é crucial para a sobrevivência de muitos.

A indústria, motor da economia, “gera riqueza e emprego”, decisivos para ultrapassar as dificuldades que o vírus criou, sublinhou Isabel Furtado durante a cerimónia, insistindo na importância de “voltar a industrializar o país”. Até porque países com indústria forte “resistem” mais facilmente a problemas.

Tal como repensar a indústria, é preciso olhar para fora. A “internacionalização da economia é um passo que temos de dar. Estar presentes nos principais mercados vai fazer a diferença”, referiu o empresário António Rios Amorim, líder da corticeira e outra das personalidades que participaram no livro e levaram a sua visão à apresentação, nesta noite.

E se todas as realidades se alteraram com a covid-19, o turismo, que "anteriormente esteve na linha da frente na recuperação do país", é dos setores que enfrentam das maiores dificuldades. Há novas regras e constrangimentos nos transportes e equipamentos turísticos, é certo, mas a beleza, a riqueza histórica e outros valores do país não mudaram, frisou Adrian Bridge, CEO do hotel The Yeatman. “O que é fundamental neste novo mundo é termos novas ideias” para “andar para a frente”, disse.

Certo é que a forma como as pessoas se relacionam, neste e em muitos outros setores, mudou. A própria organização do trabalho sofreu alterações drásticas. A “forma como trabalhamos não vai voltar ao que era”, com o teletrabalho a ganhar cada vez mais preponderância, assegurou o economista João Duque.

Na cerimónia de apresentação de Esperança e Reinvenção: Ideias para o Portugal do Futuro, editado pela Guerra e Paz, e lançado no hotel The Yeatman, em Vila Nova de Gaia, participaram algumas das figuras que deixaram o seu contributo neste documento, e que vêm de áreas tão variadas como o mundo empresarial, a academia, o turismo, a economia e a política, entre outras.

O livro tem o "propósito cívico" de convidar a refletir sobre a sociedade e o país. Ajudar a “encontrar oportunidades”, a “sermos mais competitivos e ambiciosos”, sem perder a “solidariedade”, explicou o autor, Luís Ferreira Lopes, que coordenou os trabalhos e também deu a sua visão do futuro. “Precisamos de respostas e de uma atitude enérgica”, de “planear e executar com visão estratégica” o futuro num mundo que se alterou por completo devido à covid-19, vincou.

O assessor do Presidente contou ainda com as palavras prévias de Marcelo Rebelo de Sousa, que abrem este conjunto de diagnósticos e propostas para melhorar Portugal. O Presidente da República aludiu precisamente à importância de se “pensar estrutural, a prazo e com ambição” o país. Sempre sem perder de vista a esperança. Para que um melhor país saia desta crise de dimensão sem precedentes.

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