Identificados quase 900 incumprimentos por falta de uso de máscara

Nos primeiros dias da situação de calamidade foram multadas 42 pessoas por falta de uso de máscara nos transportes públicos.

Nos primeiros dias da situação de calamidade foram identificadas quase 900 situações de incumprimento da utilização de máscaras ou viseiras em espaços comerciais de atendimento ou serviços públicos e aplicadas 42 multas por falta de proteção nos transportes públicos.

A utilização de proteção é obrigatória em espaços públicos fechados e nos transportes públicos, sendo que neste último caso o incumprimento leva à aplicação de multa que pode chegar aos 350 euros. Nos primeiros dias de obrigatoriedade foram identificadas 872 pessoas por falta de máscara ou viseira.

Desde segunda-feira, dia 04 de maio, foram encerrados 177 estabelecimento que violaram as regras sobre a proibição de abertura, nomeadamente por terem mais de 200 metros quadrados, e foram suspensos 30 outros estabelecimentos porque não cumpriam os requisitos sobre as vendas ao domicílio, adiantou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, depois da reunião da estrutura de monitorização da situação de calamidade.

O ministro referiu que as forças de segurança aplicaram 42 coimas relacionadas com o incumprimento do uso de máscara ou viseiras nos transportes públicos e identificaram 830 situações de incumprimento da utilização de máscaras em espaço comerciais de atendimento ou serviços públicos.

O governante acrescentou que foram detidas oito pessoas, quatro das quais por violação do confinamento obrigatório e outras quatro por resistência à aplicação das regras que foram estabelecidas.

Eduardo Cabrita destacou que o “uso de máscara nos transportes públicos foi acolhido de forma significativa” pela população.

O ministro da Administração Interna recomendou ainda aos portugueses que limitem a circulação durante este fim de semana.

"No fim de semana que se aproxima, a recomendação a todos os portugueses é que mantenham uma limitação da sua circulação. Já não estamos no quadro do estado de emergência, por isso as ações de verificação da circulação têm agora uma natureza distinta por parte das forças de segurança", disse Eduardo Cabrita no final da primeira reunião da estrutura de monitorização da situação de calamidade.

O ministro sublinhou que "o dever cívico de recolhimento é uma ação que visa mobilizar todos os portugueses" para que se consiga passar às fases seguintes do processo de desconfinamento, considerando por isso que se deve limitar, no fim de semana, a "circulação às atividades essenciais".

Por isso, frisou, as forças de segurança vão estar atentas "não tanto à circulação, mas a situações que levem a ajuntamentos de dimensão superiores àquilo que está permitido legalmente".

O plano de desconfinamento estabelece que estão proibidos os eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas.

O ministro disse ainda que, em articulação com autarquias locais, podem ser encerrados acessos a zonas marginais ou a áreas de lazer "sempre que for necessário".

Notícia corrigida. Foram aplicadas 42 multas (e não 872, como inicialmente referido) e identificados quase 900 situações de incumprimento.

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