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Número de desempregados é o mais baixo dos últimos 28 anos

Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens
Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens

O número de desempregados inscritos caiu para mínimos de 1991, segundo dados publicados esta quarta-feira pelo IEFP.

No espaço de 12 meses, o número de desempregados registados nos centros de emprego em Portugal caiu 12,9%. No total, havia no passado mês de maio 305 mil pessoas registadas como desempregadas. Em maio do ano anterior eram mais 45 mil.

Já em relação a abril, o número encolheu 5%, ou o equivalente a 16 mil pessoas. Os números foram publicados esta quarta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Desde dezembro de 1991 que o número de desempregados registados não era tão baixo. Uma nota do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social confirma que o valor revelado hoje pelo INE é o mais reduzido dos últimos 28 anos.

“É preciso recuar a dezembro de 1991, altura em que havia 296,6 mil desempregados inscritos, para encontrar um número mais baixo de desempregados”, lê-se no comunicado do Ministério tutelado por Vieira da Silva.

De acordo com a mesma nota, a redução foi visível entre os mais jovens e nos cidadãos registados há mais tempo nos centros de emprego. Em maio havia 30,1 mil jovens desempregados, menos 14,2% em relação ao período homólogo. Os desempregados de longa duração totalizam 136,2 mil pessoas, menos 21,0% face a maio de 2018.

A queda do desemprego foi notória em todas as regiões do país, com destaque para Lisboa e para o Norte, onde a redução homóloga rondou os 14%.

A análise aos setores de atividade também revela uma descida transversal, com uma exceção a ser registada nas indústrias extrativas, que registou um aumento do desemprego. A construção foi, por sua vez, o setor onde o desemprego mais caiu, tendo tombado perto de 25% num ano.

Segundo o boletim mensal do IEFP, para a diminuição do desemprego “contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o 1º ciclo básico”.

Em maio, as ofertas de emprego por satisfazer nos centros de emprego eram perto de 19 mil.

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