Imagine um dia apanhar um táxi em Lisboa e a meio da viagem reparar que o condutor é Pedro Passos Coelho. O que é que lhe teria para dizer?
O primeiro-ministro norueguês, com as eleições de 9 setembro em vista, conduziu em junho um táxi durante um dia em Oslo para saber o que pensam os cidadãos sobre o estado do país. E estes não o desapontaram: Educação, petróleo e a situação política foram alguns dos temas abordados dentro do táxi.
Jens Stoltenberg, do partido Trabalhista de centro-esquerda, é primeiro-ministro há oito anos e pretende vencer as terceiras eleições. Para ficar mais quatro anos no cargo, decidiu ir para as ruas da capital ouvir os seus eleitores para realizar um barómetro ao vivo. “Como primeiro-ministro é importante ouvir as opiniões das pessoas. E nos táxis, as pessoas dizem mesmo o que querem”, afirmou .
As reações das pessoas é que não se fizeram esperar: passados alguns minutos o líder norueguês era imediatamente reconhecido e a partir daí começavam as conversas sobre política. “Quando eu olho para si de lado, você parece mesmo o Stoltenberg”, diz ao primeiro-ministro um cidadão sénior ao entrar no táxi.
“Então você começou a conduzir um táxi? Em part-time?”, afirma outro. “Tenho mesmo muita sorte. Estava a planear escrever-lhe uma carta”, afirma uma senhora.
A condução do líder do noruegueses é que deixou um pouco a desejar. Jens Stoltenberg deixou de conduzir há oito anos quando foi eleito pela primeira vez.
“Conduzi um carro pela última vez há oito anos. Mas penso que portei-me bem”, afirmou. “Bem… pelo menos, estou viva”, replicou uma cidadã.
O primeiro-ministro apelou também ao voto, de forma a combater a abstenção, e a maior surpresa veio mesmo de um eleitor sénior: “Eu não ia votar no Partido Trabalhista mas depois de hoje podem contar com o meu voto”.