Imobiliário atingiu valores recorde em 2017

Imobiliário bate novos recordes em 2017 com crescimento de 50% no investimento e aumento da atividade nos mercados ocupacionais.

A JLL registou em 2017 um volume de negócios 60% acima do ano anterior. O departamento de Capital Markets da empresa especializada em imobiliário e gestão de investimento mais do que triplicou a sua atividade em 2017, assessorando transações no total de 511 milhões de euros, face aos 146 milhões de euros de 2016. O mercado residencial mais que duplicou.

“Na nossa atividade, tivemos o melhor ano de sempre desde que estamos em Portugal, quase duplicando o crescimento médio anual dos últimos dois anos", afirma Pedro Lancastre, diretor geral da JLL Portugal. "Foi um ano de crescimento a dois dígitos - e até a três em algumas áreas de negócio - além de consolidarmos a nossa quota de mercado. Só na atividade transacional de investimento, de ocupação de escritórios e venda de habitação premium, atingimos quotas de 30% a 45% do total negociado pelo setor, o que mostra o nosso contributo para o dinamismo do mercado”.

“Este ano excecional para a empresa e para o mercado imobiliário espelha também o contexto económico favorável e que surpreendeu pela positiva, numa altura em que as agências de notação reviram em alta o rating da dívida portuguesa. A conjugação destes fatores impulsionou o crescimento económico, a confiança internacional, o financiamento e o investimento”, acrescenta.

Para 2018, a empresa antevê "um ano de muito trabalho. Pretendemos manter a posição de liderança no mercado imobiliário português alcançada nestes 20 anos".

Resultados

A JLL fez a assessoria de transações no total de 511 milhões de euros e com esta atividade triplicou a sua quota de mercado neste segmento, assessorando 46% dos negócios de investimento que foram intermediados, entre entre as quais alguns dos principais negócios do ano como a compra do Forum Viseu e do Forum Coimbra; do edifício Entreposto; e do Albufeira Shopping e do Centro Comercial Continente de Portimão; e a venda do hospital CUF Cascais e do edifício Mar Vermelho.

No setor residencial a empresa registou um aumento de de 157% e um valor médio de venda de 630 mil euros por casa e unidades vendidas junto de compradores oriundos de 50 países. "No total, este departamento tem em comercialização uma carteira com mais de 70 empreendimentos residenciais de gama alta em Lisboa, Porto e Cascais, e terminou o ano com uma quota de 30% no mercado residencial premium".

No segmento de escritórios, só em Lisboa, a JLL foi responsável pela colocação de 48.380 metros quadrados, num total de 126 operações, e no retalho colocou 36.614 m2, concluindo 98 operações. A atividade do Departamento foi superior em 20% ao negócio de 2016, com a consultora a dinamizar a comercialização de importantes espaços de rua nos destinos de compras mais marcantes de Lisboa e Porto.

Dos diversos projetos em que a empresa esteve envolvida em 2017 para promoção imobiliária/reabilitação, destacam-se o Bonjardim e o edifício CTT (Aliados), ambos no Porto, ou a Fábrica Barros, em Lisboa. Esta atividade garantiu um aumento de 300% no volume transacionado pelo Departamento face a 2016. O negócio de Hotéis & Hospitality, aumentou cerca de 27% em comparação com o ano anterior.

No universo da JLL, a Tétris, vocacionada para a construção e arquitetura registou um crescimento de 20% face ao ano anterior. Executou mais de 100 obras em 2017, distribuídas de forma semelhante entre projetos de escritórios e de retalho, incluindo clínicas e hospitais. A empresa destaca as obras na loja de high luxury JNcQuoi, na avenida da Liberdade, a remodelação do restaurante Vela Latina (Lisboa) ou as obras de várias lojas Adidas, OVS ou Vodafone. Nos escritórios, executou obra para a sede do Bankinter, bem como os projetos chave-na-mão para sede do Natixis e os escritórios da Randstad.

Imobiliário no país

Se para a JLL 2017 foi o melhor ano da empresa em Portugal, o mesmo aconteceu com o mercado a nível global. Pedro Lancastre refere que, “2017 foi um ano espetacular para o mercado imobiliário em Portugal. Já não estamos a falar de um percurso de recuperação, mas sim de expansão. No investimento e na atividade de ocupação e venda de escritórios, habitação e hotelaria, atingiram-se volumes de negócios e crescimento de valores que superam máximos atingidos no mercado. É um crescimento sustentado e sustentável, porque as fontes de procura são hoje muito mais diversificadas e o posicionamento de Portugal na captação de capital internacional não é conjuntural”.

E adianta que 2018 “será um ano de grande atividade, que, no mínimo, se manterá em linha com 2017. O interesse internacional por Portugal, enquanto destino para investir, morar, trabalhar ou visitar, vai manter-se muito forte, ao mesmo tempo que os portugueses também estão mais ativos. É uma tendência que afeta positivamente a procura por todos os tipos de imóveis e que terá uma abrangência geográfica cada vez maior, alargando a mercados secundários além de Lisboa, Porto, Algarve. A maior libertação de financiamento também ajudará ao robustecimento do mercado quer de investimento quer de ocupação. O grande desafio será dar gás à promoção de nova habitação e escritórios, já que o stock disponível de qualidade e ajustado às várias franjas da procura começa a escassear, limitando o crescimento do mercado”.

Em valores ainda preliminares, em 2017, o investimento em imobiliário comercial, escritórios, retalho, industrial e hotelaria, em Portugal atingiu um volume de aproximadamente 1.9200 milhões de euros. Esta atividade está 50% acima dos 1.254 milhões de euros transacionados em 2016 e projeta o ano de 2017 para um patamar nunca atingido em Portugal.

Só na hotelaria abriram, no ano passado, 11 novas unidades só em Lisboa e com um volume de investimento em ativos hoteleiros (em Portugal) a superar os 100 milhões de euros em 2017. "O incremento do turismo continuou a influenciar o desempenho deste setor", refere a JLL, adiantando que, "o investimento em novos hotéis mantém-se muito ativo, com previsão de abertura em 2018 de 18 novas unidades em Lisboa (1.700 quartos) e 19 no Porto (1.300 quartos)".

No segmento residencial registou uma média de crescimento de 20% em número de casas vendidas, e um aumento médio do preço de 11%. O segmento premium mantém-se como um dos mais dinâmicos e apresenta, em média, valorizações dos preços de 10% a 20% nas principais zonas de Lisboa, com algumas zonas a apresentarem subidas superiores 30%.

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