Coronavírus

Impacto inicial da redução da atividade pode equivaler a mais de 25% do PIB

Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE. (EPA/RICCARDO ANTIMIANI)
Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE. (EPA/RICCARDO ANTIMIANI)

A OCDE partilhou algumas atualizações sobre o impacto económico das paragens resultantes da pandemia.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estima que o impacto inicial de uma paragem parcial nas atividades em Portugal possa ser equivalente a 26,6% do PIB português. As conclusões foram partilhadas esta sexta-feira pela OCDE, que refere que “as crescentes medidas de restrição adotadas para travar a expansão da covid-19 vão levar a impactos significativos em quebras do PIB de várias economias”.

Gráfico OCDE

A OCDE aponta que, por cada mês de paragem económica, possam ser retirados dois pontos percentuais de crescimento económico às principais economias mundiais. A organização indica ainda que o impacto das medidas de contenção do vírus será sentido globalmente, mas que será o Japão quem sentirá o maior impacto (equivalente a mais de 30% do PIB japonês), seguido pela Alemanha e Espanha.

“Muitas economias vão entrar em recessão. Isto é inevitável, já que é necessário continuar a combater a pandemia, ao mesmo tempo em que são disponibilizados todos os esforços para restaurar a normalidade económica o mais depressa possível”, indicou Angel Gurría, secretário-geral da OCDE.

“Os elevados custos das medidas de saúde pública que estão a ser impostas são necessários para evitar consequências mais trágicas ou que tenham um impacto ainda pior nas nossas economias amanhã”, alertou Gurría. “Milhões de mortes e sistemas de saúde em colapso vão dizimar-nos financeiramente e como uma sociedade, portanto parar esta pandemia e salvar vidas humanas deve ser a primeira prioridade dos governos”.

Durante videoconferência, Gurría pediu ainda aos líderes do G20 para agirem imediatamente, aplicando medidas como o levantamento de restrições comerciais, especialmente em equipamentos médicos, recapitalização de sistemas de saúde, apoio a países em desenvolvimento ou com baixos rendimentos. A OCDE pede ainda aos líderes do G20 para disponibilizarem pacotes de apoio às empresas, especialmente às organizações de pequenas e médias dimensões, e aos setores que sofrem o maior impacto da pandemia, como o turismo.

As projeções da OCDE apontam que será o setor do turismo quem sentirá o mais impacto económico da pandemia. “Só o setor do turismo poderá sentir uma quebra de até 70%”.

* Com Paulo Ribeiro Pinto

Nota: atualizado às 15h50 para especificar percentagem para Portugal, cedida pela OCDE.

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