Mendonça Mendes admite que reembolsos do IRS podem começar no final da próxima semana

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em entrevista ao jornal económico ECO, assume ainda que IVAucher só vai ser implementado "quando tivermos condições de estimular uma efetiva procura".

Os reembolsos do IRS podem arrancar já no final da próxima semana. A notícia foi avançada por António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em entrevista ao jornal económico online ECO. "A campanha de IRS está a decorrer com toda a tranquilidade e normalidade, com segurança, com simplicidade, e isso é muito relevante. Acho que os portugueses se foram habituando, ao longo dos últimos anos, a que a entrega de IRS fosse uma coisa cada vez mais simples", indicou o governante, acrescentando que mais de um milhão e 200 mil declarações entraram na primeira semana da campanha do IRS, que arrancou a 1 de abril.

O secretário de Estado de João Leão disse ainda estar "convencido de que a partir do final da segunda semana de abril já começaremos a estar em condições de os contribuintes terem a evidência de que os reembolsos se vão começando a fazer como uma cadência bastante regular".

"Estou convencido de que, no final da segunda semana de abril, já começaremos a ter progressivamente os reembolsos e também as notas de cobrança, portanto, as liquidações", frisou ainda.

Ainda sobre este imposto, Mendonça Mendes admitiu que o IRS automático pode ser alargado a mais trabalhadores independentes. "Neste momento [no que diz respeito aos] contribuintes da categoria B, os recibos verdes, temos abrangidos cerca de 250 mil. Portanto, apenas aqueles que passam os recibos exclusivamente através do portal das Finanças. Estou convencido de que, nesse alargamento a este universo da categoria B, esta é apenas a primeira etapa e que prosseguirá ao longo dos próximos tempos. Temos um potencial de 3,6 milhões de agregados que podem utilizar o IRS automático e a utilização anda à volta de 1,6 [ou] 1,7 milhões", disse em entrevista ao jornal.

IVAucher não é para já

Aquando da apresentação do Orçamento do Estado para 2021, o governo inseriu uma medida que tinha como objetivo impulsionar o consumo em três das áreas mais afetadas pela crise económica gerada pela pandemia - cultura e turismo (restauração, alojamento, etc). Em entrevista ao ECO, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais assume que a medida só vai ser implementada "quando tivermos condições de estimular uma efetiva procura".

"Com as limitações que existem, não faz sentido estar a estimular procura superior àquela que é a procura normal. Temos de ir avaliando as condições adequadas para irmos implementando um programa de estímulos como este. Será seguramente implementado, mas num momento mais adequado", acrescentou.

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