Imprensa Internacional destaca “derrota dolorosa de Merkel perante Monti e Rajoy”

Mariano Rajoy e Mario Monti, ontem
Mariano Rajoy e Mario Monti, ontem

Os líderes europeus reforçaram a ajuda aos países em maiores dificuldades e acordaram que a banca poderá vir a ser recapitalizada de forma direta pelo Fundo de Resgate do euro (FEEF), sem passar pelos Estados. Esta opção era, de resto, pedida por vários países, uma vez que é fundamental para combater a falta de liquidez de alguns sistemas financeiros, aumentar a regulação, reduzir a pressão sobre os credores privados e aumentar a possibilidade de se avançar para um regime de maior equilíbrio entre os Estados.

Na imprensa não foram esquecidas as concessões de Angela Merkel e a ajuda dada aos países em dificuldades. Os jornais alemães convergem para falar da vitória de Itália e Espanha na Cimeira de ontem, com os periódicos e jornais digitais a destacarem as concessões feitas pela chanceler.

O jornal Handelsblatt faz manchete com “vitória em pontos para Monti” e vai lembrar a vitória ontem, no Euro 2012, frente à Alemanha, para escrever “Ontem Itália ganhou duas vezes”, no estádio e na Cimeira.

Já o Der Spiegel não esconde que os resultados de ontem revelam uma “derrota dolorosa” de Merkel perante Monti e Rajoy. Para o periódico, Itália e Espanha “quebraram a vontade de ferro da chanceler”.

Almunia também disse hoje que “Mariano Rajoy e Mario Monti acertaram em cheio”

No Reino Unido, o Huffigntonpost questiona “será que Merkel se rendeu?” e volta a falar nas cedências poucos previsíveis. O The Guardian prefere lembrar que o “Acordo de resgate bancário cria uma linha de vida para Espanha e Itália”. O jornal lembra que depois de 14 horas de negociações, com vários líderes a divergirem na forma como a crise deveria ser controlada, chegou-se a um consenso com um alívio dos termos de resgate para a Grécia, Portugal e Irlanda para os próximos dois anos.

Em França o LeMonde volta a lembrar as vitórias de Espanha e Itália para dizer que “a cimeira foi moldada aos seus pedidos,” mas acrescenta que para hoje é importante saber o que se vai fazer ao nível do crescimento e lembra as promessas do presidente François Hollande e da própria chanceler alemã.

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