Incentivos do BCE deram empurrão à zona euro

Barómetro Cosec faz a análise da evolução das economias mundiais

Reino Unido: O crescimento mais baixo desde 2012 O Reino Unido cresceu 1,8% no ano passado, o valor mais baixo desde 2012. Embora a estimativa preliminar dos últimos três meses pareça evidenciar a resiliência da economia britânica 18 meses após o voto de brexit, a incerteza irá abrandar o investimento, enquanto os consumidores terão dificuldades, não só porque a inflação é superior aos aumentos salariais, mas também devido ao enfraquecimento do preço das casas. Entretanto, a modesta contribuição das exportações não será suficientemente forte para compensar a desaceleração da procura interna. O crescimento do PIB em 2018 deverá ser de apenas 1,4% este ano - um dos menores em toda a UE.

Zona euro: Estímulos do BCE deram empurrão à zona euro O crescimento real do PIB da zona euro no 4.º trimestre foi de 0,6%. Em 2017 como um todo, a economia atingiu 2,5% e o PIB em 2018 deve crescer pelo menos 2,2%. A crescente utilização da capacidade no setor industrial contribuiu positivamente. O momento económico atual mostra, em retrospetiva, que a política monetária do BCE está a ter efeito. O estímulo atual da política monetária - o balanço do BCE continua a crescer - pode ser muito forte, uma vez que as previsões para o futuro não foram alteradas. No entanto, já a partir de outubro, a aquisição de ativos mensal deverá ser reduzida de 30 mil milhões de euros para zero.

França: Economia está a desacelerar O produto interno bruto (PIB) francês cresceu 0,6% nos últimos três meses de 2017. As empresas aumentaram os seus inventários, que adicionaram 0,4 p.p. ao crescimento do ano. Além disso, aumentaram a taxa de utilização da capacidade, que atingiu 85,8% no 1.º trimestre deste ano. Isto provocou um forte crescimento do investimento fixo corporativo (+4,3%). E o baixo número de habitações disponíveis impulsionou o crescimento do investimento das famílias para 5,1% em 2017. No entanto, a procura interna ainda não acelerou em 2017 (+1,9%, após +2% em 2016) e o consumo privado cresceu apenas 1,3% (após +2,1% em 2016).

EUA: Consumidores movem economia O crescimento do PIB do 4.º trimestre foi marcadamente mais forte do que a taxa anualizada indicava (+2,6%). O investimento empresarial ganhou 6,8% e o investimento residencial cresceu 11,6% após dois trimestres consecutivos negativos. A única desvantagem foi o aumento do défice comercial, provocado pelo aumento das importações, eliminando um total de 1.1 p.p. da taxa de crescimento. Mais importante ainda, o consumo privado cresceu 3,8% nos últimos três meses do ano e agora está em 2,8%. No entanto, os rendimentos apresentam uma tendência para subir, crescendo 2,1%. Além disso, os consumidores têm vontade de gastar - a confiança aumentou 2,3 pontos em janeiro.

 

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de