Defesa

Indústria portuguesa à conquista da NATO

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes. Fotografia: Manuel de Almeida / Lusa
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes. Fotografia: Manuel de Almeida / Lusa

Portugal quer aumentar as exportações no sector da Defesa. 64 empresas expõem na NSPA, a central de compras dos países da NATO

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, visita esta quarta-feira o Dia da Indústria Portuguesa na NSPA – NATO Support and Procurement Agency, a central de compras dos países da NATO, em Capellen, no Luxemburgo.

São 64 as empresas portuguesas representadas no evento que pretende “promover o aumento das exportações no sector da Defesa”, impulsionando a participação de entidades nacionais nos contratos da agência.

O evento pretende dar a conhecer as empresas portuguesas, que expõem, em Capellen, os seus produtos e serviços. O objetivo do Governo é proporcionar a “criação de sinergias” entre a indústria portuguesa e os membros da agência, de modo a que os empresários portugueses “ganhem um maior conhecimento e acedam às numerosas oportunidades de negócio oferecidas pelo vasto portfólio de atividades desenvolvidas pela NSPA”.

As 64 empresas presentes representam sectores tão diversos como as indústrias aeroespacial e naval, de investigação e desenvolvimento, sistemas de comunicação e informação, segurança, serviços, obras públicas, materiais tecnológicos, catering e bens, saúde, têxtil e calçado, energia, ambiente e a automação e robótica. Nomes como a Iberomoldes, a Visabeira Global, a Damel – Confeções de Vestuário, a Riopele Têxteis, a AMF Shoes, o grupo Casais, a Vision-Box, a Novabase, a Altran, a Edisoft, os estaleiros navais de Peniche ou os West Sea, entre muitos outros. Destaque especial para a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, que lidera o top 10 das empresas portuguesas com maiores contratos assinados, em 2015, de fornecimento à NSPA.

Em 2015, Portugal foi o 10º maior fornecedor (entre os 28 países que integram a NATO), com contratos no valor global de 33,8 milhões de euros. Só a OGMA assegurou 30,3 milhões. Seguiu-se a EFACEC – Serviços de Manutenção e Assistência, a TAP Air Portugal e a Reboport – Sociedade Portuguesa de Reboques Marítimos.

Esta é a segunda edição do Dia da Indústria Portuguesa na NSPA e conta com o dobro das empresas participantes. A primeira ocorreu em 2013 e ajuda a explicar o crescimento da participação portuguesa nos contratos celebrados pela agência de compras da NATO. Em 2013, as empresas portuguesas celebraram contratos no valor de 1,13 milhões de euros, valor que subiu para 6,62 milhões em 2014 e para 33,81 milhões em 2015.

Mas o potencial a explorar é, ainda, imenso. Basta ter em conta que o montante total dos contratos celebrados pela NSPA o ano passado foi de quase 2,5 mil milhões de euros.

O Dia da Indústria Portuguesa na NSPA é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Defesa, através da Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional e da Plataforma das Indústrias de Defesa Nacional, e dos Negócios Estrangeiros, através da AICEP, em coordenação com a Delegação Permanente de Portugal junto da NATO.
Além de visitar a exposição das empresas portuguesas, durante a manhã, o programa do ministro da Defesa inclui, ainda, um encontro com o vice-primeiro ministro e ministro da Defesa do Luxemburgo, Étienne Schneider.

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