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No milionário mundo da música, artistas são o elo mais fraco

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A indústria da música gerou 37 mil milhões de euros de receitas em 2017, mas os artistas receberam pouco mais de 4 mil milhões, apenas 12% do total.

A indústria da música gerou receitas de mais de 37 mil milhões de euros em 2017, mas para os artistas ficou a fatia mais pequena: 12% de todo o dinheiro gerado, cerca de 4,4 mil milhões, diz o estudo divulgado pelo Citigroup nesta terça-feira. Entre o artista que compõe a música e o consumidor que gosta de ouvir, está um gigante negócio que é a indústria da música. É aqui que grande parte das receitas acaba por ficar retida.

Os concorrentes são variados. Desde as editoras discográficas, produtores e agentes de música, plataformas de streaming de música (como o Spotify), promotores de concertos, até às próprias lojas, há um longo caminho até as receitas chegarem ao artista que pensou e compôs aquela música que tanto lucro gerou.

Para ter uma ideias, as discográficas não participam nos concertos, mas posicionam-se exatamente no meio, entre o músico que compõem e o ouvinte que vai à loja comprar um CD ou subscreve o Spotify para ouvir um novo álbum.

O Citigroup propõe três soluções e acredita que poderá passar pela alteração da estrutura dentro da indústria musical. Isto é, conseguir que as plataformas de streaming, as discográficas e até os promotores de concertos encontrem pontos em de interesse em comum. A longo prazo, poderá atenuar a distância entre os artistas e os consumidores, podendo gerar uma distribuição mais igualitária das receitas.

As receitas da indústria da música têm vindo a crescer significativamente, porque o consumo segue a mesma tendência. O que realmente mudou é a forma como se consome e onde se consome, e isso pode continuar a prejudicar os ganhos para os músicos. E os dados comprovam. Em abril deste ano, o Wall Street Journal noticiou um investimento de 345 milhões do Spotify, com o qual se começou a questionar a proximidade da grandeza entre a plataforma de streaming e a própria indústria musical. Em abril, o Spotify foi avaliado em 7,2 mil milhões de euros.

A forma como o consumidor está disposto a consumir música também vai definir a forma como a receita chega aos artistas. Segundo o estudo, a internet e o declínio das vendas provocaram a total estagnação das receitas dos músicos durante quase uma década. Os lucros mantiveram-se sempre abaixo dos 20%, com uma subida discreta de 7% para 12%, entre 2000 e 2009.

Apesar de tudo, as mudanças de paradigma podem trazer soluções. Com o aumento das subscrições em plataformas de música e o regresso da popularidade crescente dos concertos, pelo declínio da venda de CD’s, pode começar a trazer mais receitas para os artistas.

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