INE: 6% de Portugal continental com seca moderada em outubro

A seca meteorológica terminou em grande parte do Minho, Oeste e interior Centro em outubro, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicou que 6% de Portugal Continental estava em seca moderada.

No boletim de previsões agrícolas em 31 de outubro, o INE indicou que em termos de temperatura e de precipitação o mês passado teve valores muito próximos do normal.

“Esta circunstância permitiu um desagravamento significativo da situação de seca meteorológica, que inclusivamente já cessou em grande parte das regiões do Minho, do Oeste e do interior Centro”, lê-se no boletim divulgado na página oficial do INE.

A percentagem de seca moderada (6%) registada no final do mês dizia respeito essencialmente ao Sotavento Algarvio.

Estas condições, segundo o boletim, foram favoráveis para a colheita das culturas de primavera/verão e possibilitaram os trabalhos de preparação dos solos para a nova campanha.

O aumento da humidade no solo criou ainda condições para a germinação e o crescimento dos prados, pastagens e culturas forrageiras.

Apesar da chuva em setembro e outubro, o INE prevê quebras na produção de azeite face à campanha anterior e que será generalizada nas principais regiões produtoras: Alentejo, Trás-os-Montes e Beira Interior.

As quebras esperadas são de 25%, face a 2011, no rendimento unitário da azeitona de mesa e na azeitona para azeite.

A nível do milho, a produção deve ultrapassar outra vez as 800 mil toneladas, enquanto o arroz deve manter o aumento registado em 2011, alcançando as 184 mil toneladas.

A produtividade de tomate para a indústria registou um recorde de 93 toneladas por hectare, ou seja, 1.294 milhões de toneladas.

A seca fez diminuir em 25% a produção de girassol em relação a 2011, esperando-se uma produção abaixo das 10 mil toneladas, enquanto as baixas temperaturas levaram a um menor número de frutos e a calibres irregulares nos pomares.

O tempo desfavorável afetou pelo quarto ano consecutivo a produção de kiwi, esperando-se uma baixa de 15%, enquanto na amêndoa e castanha deve notar-se descidas na ordem dos 10% e 5%, respetivamente, face a 2011.

A produção de vinho deve subir 5% e com qualidade.

“Este fator, muito importante neste setor, assume uma dimensão essencial na perspetiva de conquista de novos mercados, face a um cenário onde previsivelmente surgirão dificuldades de comercialização no mercado interno”, lê-se no documento do INE.

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