INE: Apetite dos portugueses por viagens ao estrangeiro diminui

A proporção de deslocações de residentes apresenta sinais de desaceleração. As viagens com destino ao estrangeiro perderam peso.

Entre julho e setembro de 2018, o número de deslocações turísticas dos residentes em Portugal aumentou 0,1%, relativamente ao mesmo período do ano anterior, para 7,8 milhões, com o alojamento particular gratuito a ser a principal escolha.

De acordo com dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), os portugueses cortaram nas viagens ao estrangeiro, tendo neste período diminuído 1,3%, em comparação com as deslocações em território nacional, que cresceram 0,3%, representando 90% do total.

Cada residente realizou, pelo menos, uma deslocação turística no 3.º trimestre do ano passado (37,9%). Mas a larga maioria (60,5%) poupou dinheiro e ficou alojada, em média, 7,81 noites, em alojamento particular gratuito. Todavia, os “hotéis e similares” foram a escolha para 20,4% das dormidas.

"Como habitualmente, agosto foi o mês com o número de dormidas por turista mais elevado (8,73 noites), seguido de julho (8,23 noites). Tal como se tem verificado nos últimos anos, o número de noites por turista em setembro (5,18), foi inferior ao número apurado para junho (5,33 noites)", refere o gabinete de estatísticas nacional.

"Lazer, recreio ou férias" foram a principal motivação para viajar, representando 4,8 milhões de deslocações, o equivalente a 61,1% do total, seguindo-se a “visita a familiares ou amigos” com 2,5 milhões de deslocações.

A marcação de viagens pela Internet subiu 0,8 pontos percentuais, correspondendo a 36% das marcações. Cerca de 36% das viagens tiveram uma reserva antecipada, especialmente quando o destino era nacional, segundo o INE.

*Última atualização às 11:45,

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