Contas nacionais

INE confirma abrandamento da economia para 2,1% no 1º trimestre

Mário Centeno e António Costa. Fotografia: Mário Cruz/EPA
Mário Centeno e António Costa. Fotografia: Mário Cruz/EPA

Procura externa penaliza. Exportações de bens e serviços abrandam mais que as importações. Investimento em construção trava a fundo, diz o INE.

“O Produto Interno Bruto (PIB) registou no 1º trimestre de 2018 uma taxa de variação homóloga de 2,1% (2,4% no trimestre anterior)”, confirmou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor é igual ao estimado há quinze dias e é o registo mais fraco em ano e meio. A projeção do governo para o crescimento anual é de 2,3%.

“A procura externa líquida apresentou um contributo mais negativo para a variação homóloga do PIB, passando de -0,1 pontos percentuais (p.p.) no 4º trimestre para -0,4 p.p., tendo as exportações de bens e serviços desacelerado mais que as importações”.

Já a economia doméstica ajudou a compensar este enfraquecimento do comércio externo. “O contributo da procura interna aumentou ligeiramente para 2,6 p.p. (2,5 p.p. no 4º trimestre), refletindo a ligeira aceleração do consumo final e do investimento”, diz o INE na publicação sobre as contas nacionais trimestrais deste arranque de ano, divulgada esta quarta-feira.

O consumo privado aumentou 2,1% em termos homólogos, mais 0,1 p.p. que no trimestre anterior, enquanto o consumo público subiu 0,3% (0,2% no trimestre anterior), refere.

Consumo privado

O INE repara, por exemplo, que as despesas das famílias em bens duradouros “abrandaram para uma variação homóloga de 2,8% (4,5% no 4º trimestre) devido à diminuição verificada na componente automóvel, uma vez que a componente de outros bens duradouros registou um crescimento mais intenso”.

Investimento

No capítulo do investimento, a sua evolução positiva (6,6%) deveu-se essencialmente a valorizações contabilísticas de materiais em stock. Ela “foi determinada pelo comportamento da variação de existências”.

Expurgando este efeito, a formação bruta de capital fixo (FBCF) abrandou, devido, sobretudo, à componente da construção”. Estava a crescer 5,9% em termos homólogos na reta final do ano passado e nos primeiros três meses deste ano aligeirou até aos 4,7%.

“O abrandamento da FBCF total resultou, em grande medida, do crescimento menos intenso” da subcomponente construção, “que passou de uma variação homóloga de 7,9% no 4º trimestre para 2,3%”.

O INE diz que pode ter sido culpa do tempo. “Refira-se que em março se registaram elevados níveis de precipitação, o que poderá ter condicionado a atividade de construção”.

Exportações

As exportações abrandaram muito também entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro de 2018, de 7,3% para apenas 4,6%, respetivamente. Esta expansão de 4,6% é também o pior registo em quase dois anos.

(atualizado às 12h45)

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