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INE. Exportações abrandam economia para 1,7% no final de 2018

Milhares de carros parados em Setúbal à espera do fim do impasse com trabalhadores eventuais do porto. Fotografia:
Carlos Santos/Global Imagens
Milhares de carros parados em Setúbal à espera do fim do impasse com trabalhadores eventuais do porto. Fotografia: Carlos Santos/Global Imagens

INE confirma que desde o início de 2016 que o país não crescia tão pouco. Em termos anuais, PIB avançou 2,1% em 2018. Tinha sido 2,8% em 2017.

No final do ano passado, a economia portuguesa cresceu ao ritmo mais fraco em quase dois anos, condicionada pelas exportações, que estão a perder força, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quinta-feira.

Segundo o INE, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,7% no 4º trimestre de 2018 face a igual período de 2017 e está em clara desaceleração. A economia tinha avançado 2,1% no trimestre anterior.

O aumento homólogo de 1,7% é o registo mais fraco desde o início de 2016, portanto, quase dois anos.

A média anual de 2018 foi assim de 2,1%, contra 2,8% em 2017, confirma o instituto. Ainda assim o ano passado foi melhor do que 2016, ano em que a economia cresceu 1,9%.

No entanto, o crescimento anual do ano passado acabou por ficar aquém do que esperava o governo, que em outubro no Orçamento do Estado para 2019 estimou 2,3% em 2018.

O INE explica as razões do arrefecimento em 2018. Diz que a procura externa líquida [diferença entre exportações e importações] deu um contributo mais negativo para a variação homóloga do PIB face ao observado no trimestre anterior, “refletindo uma redução das exportações de mercadorias”.

Tal como noticiou também esta quinta-feira o Dinheiro Vivo, o abrandamento da economia em 2018 refletiu vários fatores, entre eles as greves portuárias que atrapalharam as vendas de automóveis no quarto trimestre.

Além disso, o turismo está a crescer, mas bem abaixo dos ritmos explosivos do passado, e isso reflete-se já nas contas de 2018.

Ainda sobre o 4º trimestre, o INE refere que a ajuda ao crescimento veio do contributo positivo da procura interna, que aumentou, “em resultado da aceleração do investimento e do consumo privado”.

Em termos trimestrais (comparação com o 3º trimestre deste ano), as coisas são um pouco diferentes. Segundo o INE, o PIB aumentou 0,4% em cadeia (tinha sido 0,3% no trimestre anterior). “O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi menos negativo, enquanto o contributo positivo da procura interna se manteve positivo mas inferior ao observado no 3º trimestre”.

(atualizado 11h30)

Fonte: INE

Fonte: INE

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