Inflação

Inflação na China regista subida homóloga de 2,5% em junho

Centro financeiro de Pequim, capital da China.  EPA/WU HONG
Centro financeiro de Pequim, capital da China. EPA/WU HONG

O número está em linha com a previsão dos analistas e constitui um ligeiro aumento em relação a maio.

O índice de preços ao consumidor (IPC) da China, o principal indicador da inflação, registou um crescimento homólogo de 2,5%, em junho passado, informou o Gabinete Nacional de Estatísticas do país asiático (GNE).

O número está em linha com a previsão dos analistas e constitui um ligeiro aumento em relação a maio, quando aumentou 2,4%, face ao mesmo mês do ano anterior.

Ainda assim, trata-se do segundo menor aumento percentual desde abril de 2019, ilustrando o impacto económico das medidas de confinamento aplicadas na China para conter a pandemia da covid-19, no primeiro trimestre do ano.

Segundo o estatístico do GNE Dong Lijuan, os dados de junho devem-se ao “progresso na retomada dos negócios nas cidades”, além das políticas adotadas “para garantir a oferta e estabilizar os preços”.

À semelhança dos meses anteriores, os dados do GNE revelaram que os principais protagonistas do aumento da inflação foram os alimentos, com uma subida de 11,1%, em relação a junho de 2019.

O preço da carne de porco, principal fonte de proteína animal na dieta chinesa, aumentou 81,6%, refletindo os efeitos de uma peste suína que dizimou a produção doméstica da China a partir de meados de 2018.

O preço das frutas frescas caiu 29% e o dos ovos 13,6%, enquanto o dos legumes frescos aumentou 4,2%. O GNE indicou que o preço dos produtos não alimentares aumentou 0,3%, em relação ao ano anterior, e o dos bens de consumo 3,5%.

O custo dos serviços aumentou 0,7%.

O custo dos cuidados médicos subiu 1,9%, em junho, o mesmo aumento observado na educação, cultura e entretenimento, enquanto os preços dos transportes e comunicações caíram 4,6%.

O preço do vestuário caiu 0,4% e o da habitação 0,6%.

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