conjuntura

Instituto Ifo alerta para riscos de recessão na Alemanha

Chanceler alemã, Angela Merkel. Kai Pfaffenbach / Reuters
Chanceler alemã, Angela Merkel. Kai Pfaffenbach / Reuters

Instituto alemão prevê que a maior economia da Europa entre em recessão no terceiro trimestre

O instituto alemão Ifo reviu em baixa, esta quinta-feira, a sua previsão de crescimento para 2019 na Alemanha e estima que uma recessão atingirá a maior economia da Europa no terceiro trimestre. Uma previsão sombria que aumenta a pressão sobre o Banco Central Europeu para a adoção de novos estímulos à economia.

O Ifo reduziu sua previsão de crescimento para este ano de 0,6% para 0,5%, considerando, ainda, que a economia alemã provavelmente encolherá 0,1% no terceiro trimestre, o que equivaleria a uma recessão após uma contração semelhante no período de abril a junho.

“A perspetiva é sobrecarregada por elevadas incertezas”, disse Timo Wollmershaeuser, do Ifo, apontando possíveis riscos para a economia de um Brexit sem acordo e uma escalada das guerras comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump.

A economia alemã enfraqueceu à medida que a sua indústria dependente das exportações sofre uma recessão devido aos conflitos comerciais e às incertezas ligadas à saída da Grã-Bretanha da União Europeia. O instituto destaca que a fraqueza da indústria se está a espalhar a outras áreas da economia, incluindo a logística e os serviços. Com consequências no mercado de trabalho.

Esta instituição espera uma leve recuperação no quarto trimestre, mas sublinha que as suas previsões se baseiam em cenários em que não haverá um Brexit sem acordo nem uma escalada nos conflitos comerciais de Trump. Se alguma destas eventualidade se materializar, o crescimento da economia alemã será ainda mais fraco. Para 2020, o Ifo reduziu sua previsão de crescimento de 1,7% para 1,2%.

Uma visão sombria que é acompanhada por outras instituições alemães. O Instituto de Política Macroeconómica, por exemplo, já disse que há quase 60% de probabilidades de a economia alemã entrar em recessão. Já o Instituto Kiel para a Economia Mundial (IfW) reduziu, na quarta-feira, as suas perspetivas de crescimento devido à guerra comercial EUA-China e às incertezas sobre o Brexit.

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