InsurTech

InsurTech. Engenharia em Portugal é mais-valia para a criação de “ecossistema”

Andrew Rear, CEO da Digital Partners 
( Gustavo Bom / Global Imagens )
Andrew Rear, CEO da Digital Partners ( Gustavo Bom / Global Imagens )

Andrew Rear, CEO da Digital Partners, reconhece que Portugal tem todas as capacidades à disposição para criar um ecossistema de InsurTech.

Andrew Rear esteve em Portugal para a reunião de arranque do Grupo de Trabalho sobre InsurTech da Associação de FinTech e Insurtech Portugal (AFIP). O CEO da Digital Partners, uma joint venture de cooperação mundial entre a Munich Re e diversas InsurTech, afirma que Portugal tem todas as condições para começar a incorporar as InsurTech nas suas seguradoras.

Portugal tem de “criar um ecossistema à volta das startups. Existe [em Portugal] um bom sistema de ensino na área das engenharias. Desse modo, vão conseguir construir um ecossistema de empresas tecnológicas”, refere Andrew Rear ao Dinheiro Vivo. Se as companhias de seguros incorporarem a InsurTech, haverá uma janela de oportunidade para esses empreendedores tecnológicos. Com a faca e o queijo na mão, é a vez de as seguradoras portuguesas mudaram o mindset. Estas companhias devem, na ótica de Andrew Rear, aproveitar a oportunidade de trabalhar com as tecnológicas, já que os hábitos dos consumidores evoluem cada vez mais rápido.

“Uma das vantagens para Portugal é que ao ser um mercado ligeiramente pequeno, as empresas tendem a ser também pequenas, o que as faz agir mais rapidamente. E o maior desafio para qualquer startup ao trabalhar com estas empresas é que estas não agem suficientemente rápido”, explica Andrew Rear, sugerindo que as empresas portuguesas são o sítio ideal para as startups tecnológicas experimentarem novas ideias.

A crescente procura de respostas para necessidades específicas torna as InsurTechs num agente facilitador. “[As Insurtechs] vão tornar os seguros mais rápidos, simples e fáceis para os consumidores”.

Este game changer trará vantagens essencialmente aos consumidores, mas também as empresas seguradoras vão ver os seus custos descer, já que “o modelo digital é mais eficiente”, afirma o CEO da Digital Partners.

De acordo com um estudo da PWC – “Opportunities await: How InsurTech is reshaping insurance -, de junho de 2016, as seguradoras preferem os modelos tradicionais e não são recetivas às ondas emergentes de inovação, apesar de existir uma consciencialização crescente da necessidade de adaptação às exigências do mercado.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Dos blueprints  dos primeiros automóveis, ao topo dos carros elétricos atuais, de elon Musk, em homenagem, a Nikolas Tesla.
Ilustração: VITOR HIGGS

Automóvel. Em 20 anos do euro mudou tudo, menos a carga fiscal e o líder

João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços.
(Jorge Amaral/Global Imagens)

Vieira Lopes: “Metas do governo são realistas mas é preciso investimento”

A EDP, liderada por António Mexia, vai pagar o maior cheque de dividendos da bolsa nacional.

PSI20. Menos lucros mas o mesmo prémio aos acionistas

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
InsurTech. Engenharia em Portugal é mais-valia para a criação de “ecossistema”