6º Aniversário Dinheiro Vivo

Inteligência Artificial e Robótica em destaque no aniversário do Dinheiro Vivo

Esta quinta-feira, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, tem lugar a conferência de aniversário do Dinheiro Vivo.

Há seis anos, em 2011, nascia no panorama mediático nacional uma nova marca de economia. O Dinheiro Vivo materializou-se em formato online e com um suplemento que, aos sábados, é distribuído com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.

Esta quinta-feira, para celebrar o sexto aniversário do Dinheiro Vivo, há uma conferência subordinada ao tema da Inteligência Artificial e Robótica, a acontecer no Instituto Superior Técnico. No evento, serão apresentadas as tendências que vão marcar a economia e as empresas. No painel de debate, estarão representantes de empresas como a Feedzai, a Vision-Box e Sensei.

Acompanhe ao minuto tudo o que acontecer na conferência.

Obrigado por nos ter acompanhado. Para o ano há mais

Obrigado por ter acompanhado mais uma Conferência de Aniversário do Dinheiro Vivo. Para o ano voltamos com o sétimo aniverário. Pode ler tudo em detalhe este sábado, com o DN e o JN.

 (Jorge Amaral / Global Imagens)


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Parabéns Dinheiro Vivo!

Lisboa, 06/12/2017 -  Realizou-se esta manhã no Instituto Superior Técnico em Lisboa o 6º aniversario do Dinheiro Vivo com a Conferência a Inteligência Artificial, Robótica e Tecnologia. (Jorge Amaral / Global Imagens)

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Lisboa, 06/12/2017 -  Realizou-se esta manhã no Instituto Superior Técnico em Lisboa o 6º aniversario do Dinheiro Vivo com a Conferência a Inteligência Artificial, Robótica e Tecnologia. (Jorge Amaral / Global Imagens)


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Cadeira Cabral sublinha o desafio do avanço da tecnologia nas questões da legislação

O encerramento da conferência de aniversário do Dinheiro Vivo ficou a cargo do ministro da Economia. Manuel Caldeira Cabral sublinhou que a inteligência artificial, a robótica e a tecnologia são os mais importantes desafios das empresas atualmente. “As empresas que souberem aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial lhes proporciona são as que vão ter um melhor desempenho”.

Caldeira Cabral assume que os avanços da tecnologia são úteis nos serviços, dando respostas interessantes na aceleração do processo de industrialização. “Lógico que se podia discorrer sobre os riscos. Mas é obvio também que traz enormes oportunidades. Às empresas e ao Estado, de resolver melhor e interagir melhor com os indivíduos”, acredita o governante.

“Tal como as empresas estão a ser ultrapassadas por concorrentes de áreas diferentes, também ao nível da legislação este é um desafio enorme. Como é que legislação estável não é um entrave a uma sociedade em mudança? É uma situação complexa e muito complicada de resolver”, assume o ministro. “É importante que a legislação não seja um travão, mas também não seja uma componente de instabilidade”.

Manuel Caldeira Cabral fecha o debate

Lisboa, 06/12/2017 -  Realizou-se esta manhã no Instituto Superior Técnico em Lisboa o 6º aniversario do Dinheiro Vivo com a Conferência a Inteligência Artificial, Robótica e Tecnologia. Manuel Caldeira Cabral (Jorge Amaral / Global Imagens)


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As empresas e os negócios em debate

Lisboa, 06/12/2017 -  Realizou-se esta manhã no Instituto Superior Técnico em Lisboa o 6º aniversario do Dinheiro Vivo com a Conferência a Inteligência Artificial, Robótica e Tecnologia. Rosália Amorin, Nuno Flores, Gil Sousa, Pedro Bizarro, Pedro Torres, José Rui Felizardo, Vasco Portugal, João Vasconcelos e Arlindo Oliveira (Jorge Amaral / Global Imagens)


Rosália Amorin, Nuno Flores, Gil Sousa, Pedro Bizarro, Pedro Torres, José Rui Felizardo, Vasco Portugal, João Vasconcelos e Arlindo Oliveira
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Sensei. Pela primeira vez o comerciante sabe tudo

O retalho tem tido um crescimento impar nos últimos anos. E não tem a ver apenas com a abertura das lojas aos canais online, diz Vasco Portugal, do Sensei. “Foi o facto de o retalhista poder pela primeira vez ter um conhecimento grande sobre os clientes”, disse.

“Em e-commerce consigo saber o que o cliente gostou, quanto tempo está, onde voltou atrás, o que pôs no basket…Em loja não. E é aí que entra o Sensei. Usamos câmaras como sensor para obter dados visuais”. Ou seja, o espaço de loja é optimizado de forma a dar a conhecer melhor o consumidor ao lojista.

Este know-how exige uma grande análise de informação e grande detalhe sobre o que é a privacidade.

CEiiA. “É importante saber atrair tecnologia nesse início dos projetos”

“Os carros voadores começaram a ser investigados há dez anos. É importante saber atrair tecnologia nesse início dos projetos”, sublinha José Rui Felizardo, CEO do CEiiA

O CEiiA é um centro de competências e investigação, com projetos desde um carro voador a um carro elétrico, e também as scooters elétricas partilhadas eCooltra. “Contratamos em várias partes do mundo. Temos sete nacionalidades diferentes”, explica.

 

Feedzai. “Os ataques são muito sofisticados”

Pedro Bizarro admite que da mesma forma que a inteligência artificial está a desenvolver novos negócios, como é o caso da Feedzai, também exige cada vez mais atenção. É que tanto pode ser usada em prol das empresas, como a favor dos ataques de segurança, que podem colocar os negócios em causa.

“Temos visto que quando se fecha um buraco de um lado, logo aparece de outro. Os ataques já são muito sofisticados”, disse Pedro Bizarro, co-fundador da tecnológica.

“Estamos sempre a investir em novação. Estamos sempre a contratar, 70-80% são engenheiros. Contratamos em áreas muito diversas desde engenharia biomédica, aeroespacioal, matemática, estatística. Informática até é onde investimos menos”.

Vision-Box. “A nossa visão é automatizar aquilo onde o humano não acrescenta valor”

“A nossa visão é automatizar aquilo onde o humano não acrescenta valor. Mas não vamos acabar com empregos”. É a vez de Pedro Torres da Vision- Box tomar a palavra no debate.

A Vision-Box é uma empresa portuguesa que está a revolucionar os aeroportos. Já está em 80 e tem espalhadas 400 soluções de controlo de fronteiras, que permitem escoar os passageiros e evitar filas. O que a empresa faz é otimizar esse controlo.

“O risco é muito menor do que aquele que existe se não tivermos uma máquina. O humano tem uma margem de erro de falha muito maior”, explica o responsável quando questionado acerca do risco, em termos de segurança, de ter tantos dados pessoais agregados através de inteligência artificial.

ESI. As pessoas tornam-se mais produtivas

A ESI, que trouxe esta quinta-feira, ao aniversário do DV uma célula robótica que consegue fazer o jogo do galo, encara a robótica como uma potencialidade. “Sem dúvida que encaro como oportunidade. Os exemplos que recebemos dos nossos clientes e parceiros é que não têm diminuído o número de pessoas que trabalham para eles; pelo contrário têm aumentado”, disse Gil Sousa, da ESI, que é a representante nacional da Kuka Robotics.

“A ESI não é empresa de robótica, é empresa de engenharia. Criamos soluções”, disse, acrescentando que têm “trabalhado com a robótica fora da área industrial. No mobiliário, para pintar, no cinema. Na industria a aplicação da robótica”.

Introsys. “A engenharia portuguesa tem um nível de qualidade que nenhum país da Europa consegue igualar”

“Somos uma empresa que privilegia muito a relação com as universidades. Esta ligação é importante não só pelo recrutamento mas pela inovação que precisamos de ter nos nossos talentos.”, indica Nuno Flores, CEO da Introsys, no debate sobre a oportunidade que a robótica e a inteligência artificial criam para as empresas.

A Introsys é a empresa responsável pelos robots portugueses que equipam fábricas de automóveis do mundo inteiro. Estes robots soldam, colam e constroem a carroçaria consolidada dos carros de marcas como a Audi, a BMW e a Volkswagen. Entre outros, serão responsáveis pela construção do novo T-Roc.

“É o nosso charme latino”, brinca Nuno Flores, quando questionado acerca do que o distingue da concorrência. “A engenharia portuguesa tem um nível de qualidade que nenhum país da Europa consegue igualar. E depois é importante focar em trabalho, trabalho, trabalho.”

“Não tenham medo da tecnologia, vamos dominá-la a nosso favor”

“Não se assustem com as evoluções, não se foquem. Sempre que algo é feito pelo algoritmo de um robô estamos a libertar o humano”, diz João Vasconcelos.

“Nunca tivemos tanta gente em feiras e eventos. Tudo o que transmite sentimento e emoção tem muito mais valor do que aquilo que é feito pelo robô. Vamos libertar os humanos para fazer o que é humano. E já está a acontecer: a fábrica da Mercedes já anunciou que vai substituir humanos por robôs”, disse João Vasconcelos, como consideração final da sua apresentação.

Avança agora para o painel que debate o impacto da inteligência artificial e robótica nas empresas.

 

“Temos de perceber que a atitude e a abertura para o digital é difícil”

Medo, insegurança ou simplesmente falta de enquadramento legal. A atitude e a abertura para o digital é difícil, diz João Vasconcelos.

Mas há locais e setores onde já acontece. “Em 3 meses, foram criados 300 milhões de contas bancárias na Índia. É só mobile. Não têm sites”, disse o antigo governante. O que é preciso? Preparação.

“As duas maiores cadeias hoteleiras do mundo não se aperceberam do Booking. E o Booking não se apercebeu da Airbnb… Cada vez que há uma mudança de tecnologia há novo players a entrar”, detalhou.

Não é só. Por exemplo, a KEF Infra na Índia “diz que consegue construir uma casa 24 meses mais depressa porque faz tudo na industria 4.0”, lembra Vasconcelos, embora realce que em Portugal existem entraves legais para serviços relacionados com o futuro da indústria.

“É como a Uber. É ilegal? É. Mas pode fazer-se? Pode.”

E o futuro vai parar por aqui? Nem pensar, diz Vasconcelos, que ouviu o CTO da Amazon em plena Web Summit a abrir caminho: “Esqueçam as Apps vai ser tudo voz”, disse o responsável.

 

João Vasconcelos

Lisboa, 06/12/2017 -  Realizou-se esta manhã no Instituto Superior Técnico em Lisboa o 6º aniversario do Dinheiro Vivo com a Conferência a Inteligência Artificial, Robótica e Tecnologia. (Jorge Amaral / Global Imagens)

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Vasconcelos: “Esta revolução vai destruir empresas e trabalhos mas criar muitos outros”

João Vasconcelos é um entusiasta da tecnologia ao serviço da Industria. Mas admite que é dos que pensam que “ainda está só no início”.

A robótica, a inteligência artificial, o big data. “É uma revolução sim, mas não se assustem, não é de um dia para o outro”, disse esta manhã o ex-secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos.

É a revolução da “robótica inteligente”, salienta. “Mas para mim não é o tema da quarta revolução. Qualquer humano vai colocar uma maquina a fazer porque se for uma tarefa repetitiva a máquina vai fazer melhor. E o humano vai poder fazer o que melhor sabe fazer”, acrescenta.

E o futuro começa agora a mudar. “Estão a surgir várias tecnologias. Não estamos a falar só da Internet. Mas da internet das coisas, de robótica, de nanotecnologia. E todo o mercado é diferente, todo o mundo é diferente. E isto está a acontecer e muito rápido. É uma revolução que vai acontecer muito mais rápido do que as outras. Está a ameaçar muitas empresas, muitos postos de trabalho, mas também vai criar muitos mais postos de trabalho”, adiantou o consultor da Clearwater International lembrando que toda a estrutura tem de ser repensada. “É um desafio para os reguladores”.

Este movimento já começou com o nascimento de tecnlogias inovadoras como a Uber ou Airbnb. “Neste momento o CEO de uma BMW passou a ser o CEO de uma empresa de software”, disse, lembrando que as grandes mudanças vão acontecer nos modelos de negócios de empresas que conhecemos há décadas. “O Drive Now chegou a Portugal e foi a Via Verde que o trouxe”, lembrou.

Robótica em exposição no Técnico

A Delta Q é uma das empresas em exposição esta quinta-feira no Técnico. O Qoffee Qar leva o café até si.

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A Introsys também marcou presença com o openMos, que torna as fábricas mais ágeis.

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João Vasconcelos e as oportunidades que a tecnologia esconde

Keynote speaker desta conferência que marca o sexto aniversário do Dinheiro Vivo, João Vasconcelos vai falar sobre as oportunidades do desenvolvimento da robótica e IA para a economia e as empresas. Ex-secretário de Estado da Indústria, antes presidente da Startup Lisboa, João Vasconcelos é presença assídua nas grandes conferências do DV, desde o início.

O orador arranca a segunda parte desta conferência após um coffee break de 30 minutos.

Na foto, Vasconcelos com Victor Ribeiro, CEO do Global Media Group, e com Daniel Proença de Carvalho, chairman do GMG, onde o Dinheiro Vivo se inclui.

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Até já

PwC. Falta de cultura digital e formação é a maior inibição da revolução tecnológica

Passamos a olhar para o futuro, no estudo “Tendências que vão marcar a economia e as empresas”, apresentado na conferência de aniversário do Dinheiro Vivo, por António Brochado Correia, partner da PwC.

Competências para o futuro

“Dois terços da nossa mão-de-obra são os chamados millennials e eles não pensam da mesma maneira que as gerações anteriores”, indica o responsável.

Quando questionados os CEO em relação às maiores inibições para o digital, o maior é a falta de cultura digital e formação. Logo em segundo lugar nas respostas, surge a dificuldade em compreender os benefícios económicos da adoção do digital.

Portugal está em 28º lugar em disponibilidade de cientistas e engenheiros. “Diziam que este era o maior segredo da economia portuguesa, a qualidade dos seus cientistas e engenheiros”, afirma António Brochado Correia. Para potenciar o talento nas empresas, o estudo da PwC recomenda um investimento na educação e cultura.

O impacto da Inteligência Artificial (IA) no emprego será em potenciar menos tarefas repetitivas, trazendo mais tempo para pensar e criar. “Siemens produz na Alemanha oito vezes mais com IA”, revela o responsável.

Considerações finais

Como é que a IA já está a alterar a nossa forma de trabalhar? A questão é posta pelo partner da PwC, na conclusão da apresentação do relatório. “Hoje estamos com uma inteligência assistida, mas em breve estaremos numa era de inteligência aumentada. O futuro é uma incógnita, mas poderemos entrar na inteligência autónoma,”conclui António Brochado Correia, recordando que a tecnologia anda sempre muito mais rápido do que o que pensamos.

PwC. O setor do alojamento e restauração é o que terá maior potencial de automação

Continua em palco António Brochado Correia, partner da PwC, com o estudo “Tendências que vão marcar a economia e as empresas”. Neste momento foca-se no papel dos líderes das empresas, na revolução industrial.

Os desafios para os CEOs

“Quer os CEOs portugueses quer os mundiais, cerca de um terço já está num patamar digital na sua empresa”, indica António Brochado Correia. Atualmente, estes são 34% em Portugal e 33%, a nível global. Contudo, espera-se que, nos próximos anos, sejam 86% em Portugal e 72% no resto do mundo.

Neste momento, em Portugal só 7% dos líderes acreditam que tem um nível avançado de competências em tecnologias digitais. Em relação a setores, o do alojamento e restauração é o que terá maior potencial de automação. O menor é dos serviços educacionais.

António Brochado Correia, PwC

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PwC. Acabou a época das startups, chegou a das empresas de dados

António Brochado Correia, partner da PwC, sobe ao palco para apresentar o estudo “Tendências que vão marcar a economia e as empresas”. Antes de mostrar as principais conclusões, o público assiste a um breve vídeo que revela o impacto na sociedade atual dos dados, da machine learning, das conexões e das ligações entre as máquinas e as pessoas.

As megatendências como desafios globais

Rápida urbanização, alterações climáticas e escassez de recursos, deslocação do poder económico, alterações demográficas e sociais e o rápido desenvolvimento tecnológico. “Acrescentaria ainda as mudanças geopolíticas. Ainda ontem estivemos a discutir a posição de Trump em relação à capital de Israel”, indicou o responsável.

“Espera-se que em 2030, 50% das populações vivam em grandes cidades”, continuou António Brochado Correia. “Há estatísticas que apontam para 180 mil pessoas por dia que vão para as grandes cidades”, indicou, em relação à rápida urbanização.

Quanto ao rápido desenvolvimento tecnológico, o responsável frisou que desde 2014 quase todas as empresas de grande porte estão preocupadas com o seu futuro e, por isso, começaram a falar do tema da Inteligência Artificial (IA). “90% dos dados do mundo tem menos de dois anos”, sublinhou. Citando uma responsável da IBM, o partner da PwC afirmou que a época das startups passou e agora vai voltar a ser o tempo das empresa com conhecimentos de dados.

A IA pode ter impacto nas megatendências, sublinha António Brochado Correia. Em relação às alterações demográficas terá impacto na mão-de-obra humana. “A mão-de-obra humana não desaparecerá, haverá uma adaptação. Terá que haver uma transformação”. Em relação à mudança do poder económico, o responsável acredita que terá de haver uma maior distribuição das tecnologias. Quantos às cidades, haverá uma maior concentração dos poderes urbanos, em relação aos poderes centrais. Na alteração dos recursos, o estudo da PwC mostra que a IA será de grande importância, na questão da escassez, para uma melhor alocação de recursos.

O futuro ainda não chegou

(Jorge Amaral / Global Imagens)

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Arlindo Oliveira não tem dúvidas de que começamos a ver na Inteligência Artificia um pouco do que será o futuro. Mas as mudanças estão a ser rápidas e, afinal, o futuro está longe de chegar.

“Temos de pensar que o futuro daqui a muitas décadas será bastante diferente do presente que conhecemos hoje”. É por isso que é importante “estudar e familiarizar” a sociedade e as empresas.

“As novas tecnológicas de inteligência artificial que criam sistemas adaptativos, que aprendem, que são flexíveis, estão a criar um novo mundo dentro do software. E é bastante oportuno ter uma discussão em torno destes temas. A Inteligência Artificial está tão na moda que já é considerada Inteligência Artificial coisas que há dez anos não seria”, disse o presidente do IST.

 

Sala cheia para ouvir falar de futuro

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Inteligência artificial, a quarta revolução?

As tecnologias antigas juntaram-se a novas tecnologias da computação e, o grande volume de dados gerados criaram “potencial para uma revolução que não é exagerado dizer que será a quarta grande revolução”, afirmou esta manhã Arlindo Oliveira.

O presidente do Instituto Superior Técnico, que abriu o Salão Nobre da sua casa para receber a conferência de aniversário do DV lembra que é importante olhar para o presente para criar linhas para o futuro.

“Esta é uma área que merece uma discussão aprofundada na sociedade para que a sociedade esteja o mais ciente das consequências, impactos e oportunidades que estes desenvolvimentos têm”, disse o responsável.

Mas é novo? Não. “Há 50 anos já havia inteligência artificial”, hoje é que está na moda, lembra.

Daniel Proença de Carvalho, chairman do Global Media Group

(Jorge Amaral/GlobalImagens)

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Até ao fim de 2017, sete das maiores oito companhias do mundo serão grandes tecnológicas

Daniel Proença de Carvalho, chairman do Global Media Group, ao qual pertence o Dinheiro Vivo, dá as boas-vindas à audiência da conferência de aniversário do Dinheiro Vivo.

“De acordo com um estudo recente da espanhola Arcano, até ao fim de 2017, sete das maiores oito companhias do mundo serão grandes tecnológicas”, explicou o responsável, frisando que há cerca de dez anos, havia apenas uma no top 25.

Em 1960, a General Motors era a companhia mais valiosa do mundo, com 600 mil empregados. Valia 7,6 mil milhões de dólares (aos valores atuais). Hoje, a empresa que mais vale, recordou Daniel Proença de Carvalho, é a Apple, 84 mil milhões, mais de dez vezes a General Motors, mas só com 116 mil funcionários. “O que acelera esta disrupção tecnológica é a capacidade crescente de se processar informação, através de poderosos algoritmos que tratam e analisam esses dados.”

O avanço da robótica e da inteligência artificial é um processo de avanço como foram as anteriores revoluções, que existem desde há vários séculos. “Acredito, numa perspetiva otimista, na capacidade de adaptação das pessoas.” O chairman da Global Media Group admitiu na necessidade de readaptação e preparação de recursos, frisando o papel das universidades e do Instituto Superior Técnico, onde ocorre a conferência.

“Estou certo que sairemos desta sala mais conscientes e preparados para enfrentar o futuro”, concluiu Daniel Proença de Carvalho.

Rosália Amorim, diretora do Dinheiro Vivo

(Jorge Amaral / Global Imagens)

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“Vamos viver com os robôs ou contra os robôs?”

“Bem-vindos a esta que é uma conferência muito especial dedicada aos temas que marcar o futuro e que também já estão a marcar o presente – a robótica e a inteligência robótica”, disse esta manhã Rosália Amorim, que abriu a grande conferência.

“Vamos viver com os robôs ou contra os robôs?” – é a questão que todos queremos ver respondida.

Um bom debate.

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