Banco central da África do Sul estima quebra de 40,1% do PIB

O banco central da África do Sul estimou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) da economia mais industrializada da África subsaariana tenha caído mais de 40% no segundo trimestre, a maior queda desde pelo menos 1990.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, esta foi a previsão usada pelo comité de política monetária na reunião de julho, que serviu para cortar a taxa de juro de referência em 0,25 pontos percentuais, confirmou o banco.

No final de junho, o banco central da África do Sul estimava uma contração de 32,6% para os meses entre abril e maio, que surge devido às fortes medidas de contenção implementadas no país e originou uma forte queda da produção de bens e serviços, para além de uma forte quebra no rendimento e no emprego.

Em julho, o banco central estimava um crescimento negativo de 7,3% no total do ano, devido à recuperação antecipada para julho, agosto e setembro, o que significa que, depois de quatro trimestres em território negativo, o país sairia da recessão técnica (dois trimestres consecutivos de crescimento negativo).

A África do Sul, o país mais afetado do continente e o quinto a nível mundial pela covid-19, contabiliza 613.017 casos e 13.308 mortes, de acordo com a contabilização diária do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), que registava hoje 1,2 milhões de infetados pelo novo coronavírus, quase duplicando as infeções em pouco mais de um mês. Este continente soma 28.934 mortos devido ao novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 820 mil mortos e infetou mais de 23,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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