Banco central pede apoio à banca angolana para encomendar já bens alimentares

BNA aconselhou recurso a mercados com moeda mais barata, para evitar efeitos cambiais sobre o preço dos produtos

 

O Banco Nacional de Angola (BNA) recomendou aos bancos para apoiarem as encomendas dos importadores de bens alimentares. Aconselhou também recurso a mercados com moeda mais barata, para evitar efeitos cambiais sobre o preço dos produtos.

O tema faz hoje destaque no site do angolano Novo Jornal, citando a agência Lusa. "Os bancos devem aconselhar os seus clientes a pesquisar mercados com registos recentes de depreciação acentuada das suas moedas, reduzindo o efeito de transmissão da taxa de câmbio sobre o preço dos produtos alimentares nacionais (África do Sul, América Latina e Ásia", recomendou o BNA num documento que resume uma reunião que realizou com a Associação Angolana de Bancos.

O ponto central do encontro foi a pandemia Covid-19, com o banco central a recomendar "alinhamento e coordenações de ações no sector, para evitar a adopção de pacotes de medidas díspares pelos bancos".

O documento citado, e ao qual a Lusa teve acesso, refere ainda que o banco central teve uma interação com os grandes players da economia confirmando que existirá um stock alimentar importado para cerca de dois a três meses.

O Dinheiro Vivo sabe que em Luanda já começaram alguns movimentos de açambarcamento, pelos relatos de vários portugueses e angolanos a viver na capital. Essas compras avultadas têm recaído sobretudo nos produtos portugueses. Os residentes locais temem que as importações diminuam por efeito da pressão cambial, e também que, por causa do Estado de Emergência decretado em Portugal, menos bens lusitanos cheguem a terras da rainha Ginga.

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