China reage ao G7: decisões globais já não estão na mão de "pequeno grupo de países"

Líderes do G7, reunidos na Cornualha, mostraram-se empenhados em contrariar a crescente influência da China no mundo.

Dinheiro Vivo
Presidente da China, Xi Jinping. © EPA/PASCAL BITZ

O G7, que reúne os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, França e Japão, estão empenhados em combater a crescente influência da China no mundo e decidiram ontem, na Cornualha, onde estão reunidos os líderes destes países, lançar um grande plano de construção de infraestruturas nos países em vias de desenvolvimento, nomeadamente na América Latina, Caraíbas, África e Indo-Pacífico, para combater o que China já está a fazer com a chamada Nova Rota da China.

Esta ofensiva para enfrentar a crescente influência chinesa no mundo recebeu uma resposta hoje, da parte de um porta-voz da embaixada chinesa em Londres: "Os dias em que as decisões globais eram ditadas por um pequeno grupo de países estão muito longe", afirmou. "Sempre acreditámos que os países, pequenos ou grandes, fortes ou fracos, pobres ou ricos, são iguais, e que os assuntos mundiais devem ser geridos consultando todos os países", acrescentou o porta-voz.

O presidente norte-americano, Joe Biden, reúne-se amanhã com os líderes da União Europeia, e deverá tentar convencer os aliados europeus a endurecer a posição perante a China.

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