Santos Silva aciona via diplomática em perdas com ex-BESA

MNE admite ao Expresso que restruturação supervisionada pelo Banco de Angola ao Banco Económico pode impedir Fundo de Resolução de recuperar parte do capital cedido ao NB. E estará atento para chegar a "solução justa".

Dinheiro Vivo
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros © Leonel de Castro/Global Imagens

A intervenção que o banco central angolano tem em curso no antigo BES Angola irá afetar o Novo Banco e pode limitar a recuperação do dinheiro mobilizado pelo Fundo de Resolução, admitiu ao Expresso o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, apontando como necessária uma solução "adequada e justa". Um esforço que o MNE estará a prosseguir por via diplomática.

Segundo escreve o Expresso nesta semana, em resposta às questões enviadas pelo semanário, "estão a ser considerados (esforços) pelas vias diplomáticas apropriadas".

Em causa está o plano de reestruturação e reforço de capital que o Banco de Angola pediu à administração do agora Banco Económico e que foi conseguido​, segundo o Expresso​​​​​​, parcialmente com a reestruturação da dívida que o ex-BESA tem ao Novo Banco, de 300 milhões de euros.

Sublinhando ser matéria da competência do Banco de Angola, Santos Silva adiantou ao Expresso que na parte que respeita a Portugal, "a questão é diretamente acompanhada pelo Novo Banco e pelo Fundo de Resolução, com o apoio do Banco de Portugal, no quadro dos contratos em vigor".

O Novo Banco reconheceu praticamente todas as perdas sobre o crédito ao Banco Económico, limitando a 10% o que ainda poderá receber dessa dívida, tendo acordado com o Fundo de Resolução que qualquer recuperação extra caberia ao Fundo. Uma possibilidade que perde força com a reestruturação em curso no ex-BESA, explica ainda o semanário.

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