BCE mantém taxas de juro e ritmo de compra de dívida

Principal taxa de refinanciamento mantém-se em 0%, a taxa aplicada aos depósitos permanece em -0,50% e taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez fica em 0,25%.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta sexta-feira manter as suas taxas de juro e o ritmo de compra de dívida para enfrentar a crise causada pela pandemia.

A principal taxa de refinanciamento mantém-se em 0%, a taxa aplicada aos depósitos permanece em -0,50% e taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez fica em 0,25%, segundo um comunicado divulgado após a reunião do BCE.

Ao confirmar as medidas que adotou para atenuar os efeitos económicos da crise causada pandemia, apesar da recente subida da inflação na zona euro, o BCE remete para dezembro as decisões sobre uma normalização progressiva da política monetária.

As compras de dívida no quadro do programa PEPP (Pandemic Emergency Purchase Programme), com um volume total de 1,85 biliões de euros, vão continuar durante o outono, a "um ritmo ligeiramente mais fraco" do que nos dois trimestres anteriores.

Cerca de 80% do montante deste programa já foi gasto e as compras devem terminar em finais de março de 2022, com os analistas à espera de um novo dispositivo que garanta uma transição suave nos mercados.

As taxas de juro também continuam em mínimos históricos e o BCE tem afirmado que espera que continuem nestes níveis, ou em níveis inferiores, até a inflação atingir o objetivo de 2% a médio prazo. Em setembro, a inflação subiu para 3,4% na zona euro.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, vai explicar as decisões adotadas na reunião de hoje em conferência de imprensa.

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