Espanha baixa previsão de crescimento económico para 6,5% em 2021

Redução deve-se ao desempenho económico precário durante o primeiro trimestre de 2021, provocado pela terceira vaga da pandemia de covid-19 e pela tempestade de neve Filomena.

O Governo espanhol reduziu para 6,5% a sua previsão de crescimento económico para 2021, menos sete décimas do que estimou em outubro passado, devido principalmente às consequências da terceira vaga de covid-19 e da tempestade de neve Filomena.

A ministra dos Assuntos Económicos espanhola, Nadia Calvino, explicou em conferência de imprensa que a redução da previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 é o resultado do pior desempenho económico durante o primeiro trimestre do corrente ano, provocado pela terceira vaga da pandemia de covid-19 e pela tempestade de neve Filomena.

A responsável governamental considerou que "a recuperação é atrasada em um trimestre, mas o saldo global é mantido durante os dois anos" do horizonte da previsão, avançando também com uma estimativa de crescimento de 7,0% para 2022.

Nadia Calvino estima que haverá um "forte crescimento económico a partir da segunda metade de 2021".

Estas previsões são mais otimistas do que as feitas pelo Banco de Espanha, há pouco mais de duas semanas, que reduziu a estimativa de crescimento económico para 6% em 2021 num cenário central para as previsões feitas, menos oito décimas do que tinha previsto em dezembro, devido a uma menor robustez da atividade a curto prazo.

Por outro lado, na atualização das previsões do quadro macroeconómico que deverá ser enviado para Bruxelas no início de maio, Madrid também reduziu a taxa de desemprego em 1,7 pontos percentuais, para 15,2%, enquanto para 2022 estima que seja de 14,1%.

Relativamente à melhoria da taxa de desemprego, a ministra espanhola explicou que as medidas de proteção à economia aprovadas no quadro da luta contra a covid-19 permitiram "quebrar" a relação tradicional que existe entre a contração económica e a destruição de empregos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.890.054 mortos no mundo, resultantes de mais de 133 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A tempestade Filomena paralisou mais de metade de Espanha a partir de 08 de janeiro último, tendo sido seguida por uma onda de frio extremo que afetou o sistema de transportes do país durante vários dias.

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