Dois casos da nova variante do coronavírus detetados no Reino Unido

Dois casos de contaminação com a nova variante do coronavírus SARS-CoV-2 foram detetados no Reino Unido, em pessoas "ligadas a uma viagem à África do Sul", anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Dinheiro Vivo/Lusa
 © DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP

"A agência de segurança sanitária britânica confirmou que dois casos de covid-19 com mutações compatíveis com B.1.1.529 foram identificados no Reino Unido", revelou o ministério num comunicado.

Na nota acrescenta-se que as pessoas contaminadas e as respetivas famílias se encontram já em isolamento e que as zonas afetadas são a localidade de Chelmsford, no condado de Essex, próximo de Londres, e a cidade de Nottingham, no centro de Inglaterra.

O primeiro-ministro Boris Johnson fará uma comunicação à comunicação social ainda hoje.

O ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, anunciou que mais quatro países passaram a estar incluídos na lista de territórios cujos habitantes, a partir das 04:00 TMG de domingo (mesma hora em Lisboa), não podem viajar para o Reino Unido (a não ser que se tratem de cidadãos britânicos e que devem observar uma quarentena num hotel designado).

Na sexta-feira, as autoridades britânicas incluíram na "lista vermelha" a África do Sul -- onde foi detetada originalmente a nova variante -, Namíbia, Zimbabué, Botsuana, Lesoto e Essuatíni, a que agora se juntam Angola, Moçambique, Malaui e Zâmbia.

A nova variante do coronavírus chama-se Ómicron e foi detetada na África do Sul. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o "elevado número de mutações" pode implicar maior infecciosidade.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) alertou na quinta-feira que a nova variante do vírus SARS-CoV-2 suscita "sérias preocupações de que possa reduzir significativamente a eficácia das vacinas e aumentar o risco de reinfeções".

Num comunicado sobre a avaliação da ameaça da nova variante, e com base na informação genética atualmente disponível, o ECDC disse que a nova variante detetada na África Austral é a mais divergente (em relação ao vírus original) detetada até hoje.

A diretora da ECDC, Andrea Ammon, referiu, citada no comunicado, que há ainda muitas incertezas em relação à transmissibilidade, eficácia das vacinas ou risco de reinfeções, e pediu proatividade na implementação de medidas para "ganhar tempo" até haver mais informação.

A representante recomendou que se feche "a lacuna da imunização" e que sejam consideradas doses de reforço de vacinas para todos os adultos, dando prioridade às pessoas com mais de 40 anos.

"Finalmente, devido às incertezas envolvidas nesta situação, a implementação reforçada atempada de intervenções não-farmacêuticas é agora mais importante do que nunca", disse.

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