Russos garantem ter tomado Lysychansk. Ucranianos afirmam que controlo "não é total"

Siga aqui os momentos mais importantes do conflito armado na Ucrânia, neste domingo, 3 de julho.

DN
 © EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY
Lysychansk, Ucrânia © ARIS MESSINIS/AFP
Exército ucraniano anuncia retirada das suas forças de Lisichansk

A Ucrânia anunciou este domingo a retirada das suas forças da cidade de Lisichansk, o último reduto de Kiev na região oriental de Lugansk, pouco depois de Moscovo anunciar a ocupação daquela localidade.

"Depois de intensos combates por Lisichansk, as Forças Armadas da Ucrânia viram-se obrigadas a retirarem-se das suas posições e linhas ocupadas", afirmou este domingo o Estado Maior das Forças Armadas, na sua conta na rede social Facebook.

Segundo o comunicado, a continuação dos combates pela defesa da cidade teria "consequências fatais", face à vincada superioridade das forças ocupantes, quer em termos de artilharia, meios aéreos, sistemas de lançamento de mísseis, munições e pessoal.

"Para preservar a vida dos defensores ucranianos, tomou-se a decisão de se retirarem", acrescentou.

A "vontade e o patriotismo não são suficientes para o êxito" no combate com o exército russo, sendo necessários "recursos materiais e técnicos", realçou o Estado Maior das Forças Armadas, num apelo indireto ao Ocidente para acelerar o fornecimento de armas a Kiev.

(Lusa)

Austrália promete aumentar apoio militar em visita de primeiro-ministro a Kiev

Austrália prometeu este domingo aumentar o apoio militar à Ucrânia, nomeadamente com o envio de novas viaturas blindadas, segundo o primeiro-ministro, Anthony Albanese, o primeiro chefe de um Governo australiano a deslocar-se a Kiev.

O apoio militar suplementar da Austrália à Ucrânia - para debelar a guerra com a Rússia, que invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro -- foi anunciado por Anthony Albanese numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev.

Albanese adiantou que a Austrália tenciona avançar com novas sanções económicas contra a Rússia, como a proibição da importação de ouro russo, e a interdição da permanência em território australiano de mais 16 ministros e oligarcas russos, num total de 843 pessoas e 62 entidades.

O Presidente da Ucrânia saudou "a ajuda considerável, nomeadamente em matéria de defesa", dada pela Austrália.

(Lusa)

Bombardeamento na cidade de Sloviansk mata seis pessoas

Um bombardeamento de vários lançadores de foguetes matou seis pessoas, incluindo uma criança, na cidade de Sloviansk, no leste da Ucrânia, que foi atacada pelo avanço das tropas russas, disse o presidente da Câmara.

"Número provisório do bombardeamento de hoje: seis mortos, 15 feridos. Entre os mortos há uma criança", disse Vadim Lyakh no Facebook, confirmando o número dado por um porta-voz da região de Donetsk aos media ucranianos.

Vadym Lyak já havia descrito o ataque à cidade como "o mais pesado em muito tempo", dizendo que houve 15 incêndios e "muitos mortos e feridos".

AFP

Papa diz que o mundo precisa de paz "não baseada no equilíbrio de armamentos"

O Papa Francisco fez hoje um novo apelo pela paz na Ucrânia e afirmou que o mundo precisa de uma paz "não baseada no equilíbrio de armamentos e no medo recíproco".

"Continuamos a rezar pela paz na Ucrânia e em todas as partes do mundo", disse o chefe da Igreja Católica após a tradicional oração do Angelus no Vaticano, pedindo aos "chefes das nações e das organizações internacionais para que reajam à tendência de acentuar o conflito e a oposição".

Francisco afirmou que "o mundo precisa de paz", mas "não de uma paz baseada no equilíbrio de armamentos e no medo recíproco" porque "isso remonta à história de há 70 anos".

O pontífice destacou que a crise ucraniana não deveria ter acontecido, mas instou a que se converta "num desafio entre sábios estadistas capazes de construir, com o diálogo, um mundo melhor para as novas gerações".

O Papa assegurou que um mundo melhor é sempre possível, no entanto para isso "tem que se deixar para atrás as estratégias dos poderes políticos, económicos e militares e se concentrar num projeto de paz global".

"Não a um mundo dividido entre potências em conflito, sim a um mundo unido entre povos e civilizações que se respeitam", foi o apelo de Francisco, que surge três dias depois do final da cimeira de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que decorreu em Madrid (Espanha).

Lusa

Rússia diz que abateu três mísseis ucranianos lançados contra cidade russa

O exército russo afirmou ter abatido hoje de madrugada três mísseis ucranianos lançados contra a cidade de Belgorod, perto da Ucrânia, onde um responsável local anunciou a morte de pelo menos quatro pessoas após explosões.

"As defesas antiaéreas russas abateram os três mísseis Totchka-U lançados pelos nacionalistas ucranianos contra Belgorod", declarou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konachenkov, durante o briefing diário.

"Após a destruição dos mísseis ucranianos, os destroços de um deles caíram sobre uma casa da cidade", acrescentou.

Segundo o mesmo responsável, o exército russo abateu também dois drones ucranianos TU-143 "carregados de explosivos", que se dirigiam para a cidade de Kursk, igualmente perto da fronteira ucraniana.

Num vídeo divulgado hoje a meio do dia, o governador da região de Belgorod, Viatcheslav Gladkov, afirmou que as explosões na cidade tinham feito pelo menos quatro mortos e quatro feridos.

Acrescentou depois que 11 edifícios residenciais e 39 casas ficaram danificados, em cinco ruas atingidas pelas explosões e situadas no norte de Belgorod, não longe do centro da cidade.

Lusa

Forças russas dizem ter tomado a cidade de Lysychansk

O ministro da Defesa russo Serguei Shoigu afirmou hoje que as forças russas controlam toda a região ucraniana de Lugansk, no Donbass, depois de conquistada a cidade-chave de Lisichansk, alvo de combates intensos nos últimos dias, adiantou a AFP.

"Serguei Shoigu informou o comandante supremo das forças armadas russas, Vladimir Putin, da libertação da república popular de Lugansk", diz um comunicado do ministério da Defesa citado pelas agências russas.

As forças russas e os seus aliados separatistas tomaram "o controlo completo de Lisichansk e outras cidades próximas, entre as quais Belogorovka, Novodroujesk, Maloriazantsevo e Belaya Gora", acrescenta o comunicado citado pela AFP, que ressalva não ter podido verificar estas informações de forma independente.

Entretanto, o porta voz do ministério da defesa ucraniano disse que a cidade não está sob "controlo total" das forças russas, apesar das declarações de Moscovo.

No entanto, disse que a situação na cidade de Lysychansk "tem sido intensa há algum tempo" com as forças russas a bombardearem "a cidade sem parar".

Zelensky pede aos ucranianos para espalharem a verdade sobre a guerra no estrangeiro

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu aos cidadãos para utilizarem todos os contactos no estrangeiro e todas as possibilidades ao seu alcance para espalhar a verdade sobre a guerra na Ucrânia.

“Usem constantemente todos os vossos contactos no estrangeiro para espalhar a verdade sobre a guerra e sobre os crimes dos ocupantes na nossa terra”, disse Zelensky na sua mensagem noturna diária.

Forças ucranianas lançam mais de 30 ataques à base militar de Melitopol

De acordo com o presidente da Câmara de Melitopol, as forças ucranianas lançaram mais de 30 ataques à base militar russa nessa cidade.

A agência noticiosa russa RIA noticiou que a Ucrânia tinha atacado a zona de Melitopol onde está localizado o aeroporto, mas sem especificar o que tinha sido atacado.

Batalha intensifica-se pela cidade ucraniana de Lysychansk

As tropas russas intesificaram a sua ofensiva pela cidade ucraniana de Lysychansk, depois de a Bielorrúsia ter anunciado que intercetou misseis disparados pelas forças ucranianas.

“Os russos estão a entrincheirar-se no distrito de Lysychansk, a cidade está a arder”, disse o governador da região de Lugansk, Sergei Gaidai, no Telegram. “Eles atacaram a cidade com táticas inexplicavelmente brutas”.

Lysychansk é a última grande cidade na zona de Lugansk que ainda está nas mãos de Kiev.

Do outro lado do rio de Severodonetsk, que as forças russas capturaram na semana passada, a captura desta cidade iria significar uma entrada ainda mais profunda na região do Donbass, que se tornou no foco de Moscovo depois de falhar a entrada em Kiev.

AFP

Explosões em cidade russa causam três mortos e quatro feridos

Uma série de "fortes explosões" causou pelo menos três mortes e ferimentos em quatro pessoas na cidade russa de Belgorod, junto à fronteira com a Ucrânia, disse hoje o governador da região, já atingida anteriormente por disparos.

Viatcheslav Gladkov afirmou, citado pela rede social Telegram, que as explosões ocorreram hoje cedo e que 11 prédios residenciais e 39 casas foram danificados.

"As circunstâncias do incidente estão a ser averiguadas, aparentemente as defesas antiaéreas foram ativadas", acrescentou, sem mais detalhes.

Gladkov não acusou explicitamente a Ucrânia de ter desencadeado os ataques.

Segundo o governador, duas pessoas feridas, um homem e uma criança, foram hospitalizadas.

Lusa

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