Governo alemão descarta retomar operação do Nord Stream 2

Um porta-voz do Ministério da Economia alemão disse, em conferência de imprensa, que o Nord Stream 1 "em plena capacidade, é suficiente para suprir as necessidades de gás na Alemanha".

O governo alemão descartou, esta sexta-feira, retomar a operação do Nord Stream 2 e aludiu à existência de outros gasodutos em pleno funcionamento, em resposta à exigência do vice-presidente dos liberais, Wolfgang Kubicki, de retomar a operação daquele gasoduto.

"Temos um gasoduto em operação, o Nord Stream 1, que, em plena capacidade, é suficiente para suprir as necessidades de gás na Alemanha", disse um porta-voz do Ministério da Economia, em conferência de imprensa, citado pela agência de notícias EFE.

O porta-voz acrescentou que a proposta do vice-presidente do Partido Democrático Liberal mantém a dependência da Rússia, "que provou ser um fornecedor de energia não fiável".

O porta-voz adjunto do governo alemão, Wolfgang Büchner, lembrou também que o processo de certificação do Nord Stream 2 foi interrompido "por um bom motivo", em resposta ao reconhecimento de Moscovo das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

O porta-voz também se referiu às declarações do chanceler alemão, Olaf Scholz, no início deste mês, de que "há capacidade suficiente no que diz respeito ao Nord Stream 1".

"Não há absolutamente nenhuma falta de possibilidades para cumprir todos os contratos que a Rússia fechou para toda a Europa" recorrendo àquele gasoduto e ao da Ucrânia, "que ainda está em operação", disse o chanceler.

O porta-voz da Economia lembrou, por outro lado, que o objetivo do Governo alemão é tornar-se independente das importações de combustíveis fósseis, sobretudo da Rússia, "pelas razões atuais, mas também por uma questão de princípio".

Já uma porta-voz do Ministério das Finanças disse que o seu chefe, o líder dos liberais, Christian Lindner, acredita que a proposta de Kubicki é "errada" e "louca".

Falando ao órgão de comunicação social alemão RND, Kubicki disse estar convencido de que "não há razão sensata para não abrir o Nord Stream 2", o que lhe rendeu críticas dentro do seu próprio partido.

"Devemos abrir o Nord Stream 2 o mais rápido possível, para encher as nossas reservas de armazenamento de gás para o inverno", disse.

Kubicki acrescentou que, uma vez cheias as reservas, o Nord Stream 2 e os restantes gasodutos podem ser fechados novamente, assim que a Alemanha conseguir não depender de importações russas.

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