OPEP prevê aumento da procura de petróleo no segundo semestre

As campanhas de vacinação, os estímulos económicos e a retoma do consumo, aliadas à mobilidade, estão na base do impulso previsto para a segunda metade do ano.

A procura de petróleo deverá aumentar 5% no segundo semestre deste ano, para uma média de 96,58 milhões de barris por dia, face ao primeiro semestre do ano, estimou hoje a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

As campanhas de vacinação, os estímulos económicos e a retoma do consumo, aliadas à mobilidade, estarão na base do impulso estimado pela OPEP para o crescimento da procura de petróleo no segundo semestre deste ano, em 5%, em relação ao primeiro semestre, justifica a organização em comunicado.

"Espera-se que a procura global de petróleo acelere no segundo semestre de 2021, alcançando até 99 milhões de barris por dia, em comparação com 94,1 do primeiro semestre, com o aumento da mobilidade nas principais economias, o que irá acelerar a procura de gasolina e diesel", prossegue.

Esta previsão é um dos principais dados da análise da situação do mercado hoje divulgada pela OPEP em Viena, onde se situa a sede da organização.

Além disso, a OPEP reviu em ligeira alta a previsão de consumo mundial efetuada em maio passado, situando-a agora em 96,58 milhões de barris diários.

Embora este nível de consumo corresponda a um acréscimo de 6,5% face ao registado no ano passado, quando a procura caiu quase 10% devido à pandemia de covid-19, ainda está longe dos níveis antes da pandemia, sendo que se tem de regressar a 2016 para se encontrar esse nível de procura.

"As melhorias ao nível dos esforços para conter a pandemia, bem como a procura sazonal, com o verão, permitem ter expectativas positivas para o segundo semestre de 2021", salienta a OPEP.

Por regiões, a Índia e a China lideram o impulso em termos de consumo de petróleo bruto a partir de julho, com aumento de cerca de 10%, mais do dobro do aumento observado no grupo dos países industrializados da Europa, América e Ásia, que fazem parte da OCDE.

Em comparação com o ano passado, são igualmente os gigantes asiáticos que, proporcionalmente, mais impulsionam o aumento da procura, seguidos pelos Estados Unidos.

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