Presidente da Fed de Nova Iorque defende subida rápida das taxas de juro

Banco central norte-americano subiu a taxa dos fundos federais em 50 pontos base, o primeiro aumento desta dimensão desde 2000, para tentar controlar a inflação.

O banco central norte-americano deve subir as suas taxas de juro "rapidamente" até ao fim do ano, após os aumentos decididos em março e na semana passada, defendeu esta terça-feira o presidente da Fed de Nova Iorque, John Williams.

"Espero que o FOMC (comité de política monetária) atue rapidamente no sentido de colocar a taxa diretora em níveis mais normais este ano", ou seja, perto do intervalo entre 2% e 2,50%, quando agora estão entre 0,75% e 1%, indicou o responsável, que é um dos membros com direito a voto na Reserva Federal (Fed) e falava numa conferência na Alemanha.

O banco central norte-americano anunciou na passada quarta-feira uma subida da taxa dos fundos federais em 50 pontos base, o primeiro aumento desta dimensão desde 2000, para tentar controlar a inflação.

A subida das taxas foi votada por unanimidade no comité de política monetária e foi indicado que outros aumentos idênticos estão em cima da mesa "nas duas próximas reuniões", em junho e no final de julho.

Os membros da Fed continuam a acreditar que a inflação se aproximará progressivamente da meta de 2% fixada pelo banco central, à medida que aumentam os custos do crédito.

A inflação em março atingiu 8,5%, o nível mais elevado desde dezembro de 1981, segundo o Índice de Preços no Consumidor divulgado pelo Departamento do Trabalho.

Mas a Fed privilegia um outro índice publicado pelo Departamento do Comércio, o PCE, que dava conta de uma inflação de 6,6% em março, com a inflação subjacente (sem os preços dos alimentos e da energia) em 5,2%.

John Williams espera que a inflação subjacente do PCE fique em 4% em 2022 e que em 2023 recue para 2,5%, prevendo que o objetivo de 2% seja alcançando no ano seguinte.

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