Programa Interface

Investimento aprovado no programa Interface deve rondar 1.000 ME em 2018

Manuel Caldeira, Cabral, ministro da Economia
Manuel Caldeira, Cabral, ministro da Economia

O programa tem como objetivo reforçar as ligações entre empresas, universidades, politécnicos e centros tecnológicos.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, informou esta sexta-feira que, no final deste ano, devem estar aprovados investimentos de mil milhões de euros no programa Interface, que em 2017 totalizou 586 milhões de euros.

“Os projetos que estão em curso apontam para que possamos, até ao final do ano, ter projetos aprovados que já se aproximem dos mil milhões. A execução está a acelerar, muitos projetos que foram aprovados ao longo de 2017 estão agora a ganhar ritmo”, referiu o governante à Lusa.

Na sessão de comemoração do 1.º aniversário do programa que promove a colaboração entre instituições de ensino superior e empresas, o ministro apresentou três desafios em termos de áreas de competência para o Interface: eficiência energética, economia circular e digitalização da indústria.

Na sua apresentação, que decorreu no Taguspark, em Oeiras, o governante informou sobre o lançamento, esta sexta-feira de um financiamento base de 80 milhões de euros, para os próximos seis anos.

Caldeira Cabral precisou que no primeiro trimestre será lançada uma linha de 70 milhões de euros para reforço do equipamento de infraestruturas tecnológicas.

No segundo trimestre, em complementaridade, serão lançados Vales Economia e Inovação e uma linha de financiamento para eficiência energética de 60 milhões de euros e uma outra de 40 milhões para economia circular.

Um ano após o lançamento do programa, o governante avançou que, “entre incentivos comunitários e investimento das próprias empresas”, estão aprovados 586 milhões de euros, numa subida de 18,6% em relação ao período comparável do QREN, o anterior programa de fundos comunitários.

Em 2017, os 28 centros Interface colaboraram com 17 mil empresas “em projetos de inovação, de melhoria da qualidade, de certificação dos seus produtos” para entrar em novos mercados ou colaborar com multinacionais e apresentar novos materiais.

Os dados do Ministério da Economia indicam ainda um volume de 128 milhões de euros em serviços prestados às empresas, no âmbito deste projeto, que resultou, por exemplo, numa nova pele artificial para assentos de automóvel que “garante condições de respirabilidade”.

Outro projeto colaborativo enumerado foi o desenvolvimento do uso de casca de arroz, cortiça e borracha para isolamentos térmicos e acústicos.

Os centros têm 3.500 associados e mais de 3.800 colaboradores, dos quais cerca de mil são doutorados.

Há exatamente um ano, o ministro Caldeira Cabral anunciava à agência Lusa que o programa Interface teria um montante de 1.400 milhões de euros nos próximos seis anos.

“Vai criar incentivos entre o ensino superior e as empresas, fazendo a ponte do conhecimento à necessidade de inovação empresarial”, afirmava então Manuel Caldeira Cabral.

O programa tem como objetivo reforçar as ligações entre empresas, universidades, politécnicos e centros tecnológicos, permitindo uma maior ligação entre o conhecimento científico e a inovação empresarial.

Além dos fundos estruturais, foi criado um fundo FITEC (Fundo de Inovação, Transferência de Tecnologia e Economia Circular) para permitir financiamento plurianual das instituições e em 2016 a dotação foi de 44 milhões de euros. “Ao longo dos seis anos deverá ser reforçada anualmente” para um total de “200 milhões de euros”, acrescentou o governante em 23 de fevereiro de 2017.

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