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Investimento brasileiro captado através de vistos gold cai 25% até novembro

O Brasil mantém-se ainda assim no top 5 de nacionalidades da residência por investimento em Portugal.

O investimento brasileiro captado através dos vistos gold caiu 25% nos primeiros 11 meses do ano, face a igual período de 2017, para 126,1 milhões de euros, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Entre janeiro e novembro, foram atribuídas 152 Autorizações de Residência para atividade de Investimento (ARI), num investimento total de 126,1 milhões de euros, o que representa uma queda de 25,4% face a igual período de 2017.

Nos primeiros 11 meses de 2017 foram concedidos 216 ARI, num investimento total de 169,9 milhões de euros.

O Brasil integra o top 5 de investimento por nacionalidades, no âmbito deste programa, com a China a liderar em termos acumulados – ou seja, desde que o programa entrou em vigor, em outubro de 2012.

Nos primeiros 11 meses deste ano, o investimento de origem chinesa ascendeu a 248,7 milhões de euros (443 vistos), menos 17% do que em igual período de 2017, o de origem sul-africana diminuiu 44,8% para 27,4 milhões de euros, enquanto o da Turquia mais do que duplicou (150%) para 90,3 milhões de euros.

A grande novidade do top 5 deste ano é que a Rússia foi substituída pelo Vietname, que totalizou até novembro 49 ARI, num montante de 24 milhões de euros.

Em mais de seis anos – o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado totalizou 4.155.454.320,27 euros, com a aquisição de bens imóveis a somar 3.769.059.383,67 euros.

A transferência de capital totalizou 386.394.936,60 euros.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 6.813 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017 e 1.260 em 2018.

Até novembro, em termos acumulados, foram atribuídos 6.441 vistos dourados por via da compra de imóveis, dos quais 228 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 360 e foram atribuídos 12 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

Desde o início do programa foram atribuídas 11.579 autorizações de residência a familiares reagrupados, sendo 2.264 este ano.

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