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Investimento direto estrangeiro em Portugal cai quase 20% em 2018

Fotografia: Direitos Reservados
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Ainda assim, o país mantém-se como um dos mais atrativos da Europa para os investidores, que desenvolveram no ano passado 76 projetos de investimento.

Em 2018, a Europa mostrou-se menos atrativa para os investidores. Portugal não foi exceção. O investimento direto estrangeiro (IDE) no país caiu 19,95% em relação a 2017. Segundo o Inquérito de Atratividade da consultora EY, divulgado esta terça-feira, no ano passado foram desenvolvidos 74 projetos de IDE, que criaram mais de 6.100 novos postos de emprego. Em 2017, ano em que o investimento estrangeiro atingiu o seu pico, o número de projetos foi de 95, fazendo nascer 7.657 empregos. Em 2016, o número de apoios de IDE tinha sido de 59.

O relatório segue em linha com os números do Banco de Portugal que, em fevereiro, indicava uma queda de 1,2 mil milhões de euros no investimento direto estrangeiro em 2018, em relação a 2017. Se no ano passado, o montante de IDE no país tinha batido os 118,6 mil milhões de euros, no ano anterior tinha chegado aos 119,8 mil milhões.

Ainda assim, o Inquérito de Atratividade da consultora EY mostra a atratividade de Portugal permanece forte e que os planos de investimento de curto prazo no país estão entre os mais elevados da Europa. As razões prendem-se com qualidade de vida, a estabilidade do clima social, a infraestrutura de telecomunicações e o nível de competência bem como o custo da mão-de-obra loca.

“O atual momento de incerteza a nível da geopolítica global – incluindo fenómenos como o Brexit e as perturbações às trocas comerciais internacionais – está a afetar a perceção e a ação dos investidores”, indica, em comunicado, Florbela Lima, da consultora EY. “Portugal não pode dar-se ao luxo de descansar sobre os resultados anteriores. As prioridades devem passar por apoiar indústrias de alta tecnologia e inovação, desenvolver a educação e as competências e reduzir a tributação”, acrescenta.

Para a realização do estudo, foram inquiridos 205 investidores de 19 países. As conclusões mostram que os franceses são os que mais investem em Portugal (com 19 projetos), seguindo-se os investidores de Espanha (10 projetos) e logo depois os da Alemanha (7 projetos). As áreas mais atrativas são o Digital, Manufatura e fornecimento de transporte e Agroalimentar.

Dos participantes, 52% acreditam que a atratividade de Portugal irá evoluir positivamente nos próximos três anos. No entanto, apenas 25% tem planos para investir no país ao longo do próximo ano, sendo que, ainda assim, Portugal é o mercado com mais planos de investimento, sendo seguido pela Alemanha (23%).

“Face a um cenário em que as perceções dos investidores sobre a Europa estão a piorar, Portugal continua a ser percecionado como uma localização interessante para investimento estrangeiro, com melhores resultados do que nos demais países em que a EY realizou este estudo”, conclui Florbela Lima.

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