Estudo EY

Investimento estrangeiro criou 2.754 novos empregos a Norte

Houve 23 vistos concedidos que visam o investimento em reabilitação urbana. Foto: Fábio Poço/Global Imagens
Houve 23 vistos concedidos que visam o investimento em reabilitação urbana. Foto: Fábio Poço/Global Imagens

Estudo Porto and Northern Portugal: A Magnet for Investment – Portugal Regional Attractiveness Survey 2019 da consultora EY, com o apoio da InvestPorto, conclui que França e Alemanha são os principais investidores. Indústria e agroalimentar são alguns dos sectores em destaque

O investimento direto estrangeiro no Porto e Norte de Portugal, que cresceu a uma média anual de 11,4% entre 2013 e 2018, permitiu criar na região, só o ano passado, 2.754 novos empregos, correspondentes a 45% do total nacional em que as empresas estrangeiras levaram à criação de 6100 novos postos de trabalho. França e Alemanha são os principais países a investir no Porto e Norte de Portugal, com especial destaque para os sectores da indústria, do digital, do agroalimentar e dos serviços às empresas.

Estes são dados do estudo Porto and Northern Portugal: A Magnet for Investment – Portugal Regional Attractiveness Survey 2019, esta terça-feira apresentado. O trabalho, da responsabilidade da consultora EY, foi desenvolvido em colaboração com a InvestPorto, a partir de dados da EY European Investment Monitor. É, garante a EY, o primeiro inquérito à atratividade regional em Portugal e procura dar uma “visão abrangente das dinâmicas e perceções dos investidores internacionais”.

O ano de 2017 ficou marcado por uma fase de crescimento “particularmente intenso” do investimento direto estrangeiro no Porto e Norte de Portugal, tendência que “abrandou um pouco” em 2018. De qualquer forma, na análise global à evolução do investimento estrangeiro na última década mostra que o crescimento a Norte foi mais rápida comparativamente ao todo nacional e europeu, com 9,1% de taxa de crescimento anual do número de projetos IDE que compara com os 6,6% em Portugal e os 5,3% na União Europeia.

“Esta atratividade diferenciada do Porto e Norte de Portugal tem por base fatores como a qualidade de vida (91%), a estabilidade do clima social (79%), a infraestrutura de telecomunicações (77%), os custos de mão de obra (75%) e o potencial para o aumento de produtividade (72%)”, refere Florbela Lima, Partner EY e Strategy Leader da EY-Parthenon. E acrescenta: “A evolução recente da economia do Porto e da Região Norte, que se traduz num crescimento do PIB duas vezes mais rápido quando comparado com a média nacional, contribui para que a confiança de investidores internacionais seja crescente e se mantenha em níveis elevados”. Recorde-se que a região gerou, o ano passado, 39% do total das exportações portuguesas de bens, determinando uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 131%.

O vereador da Economia, Turismo e Comércio da Câmara Municipal do Porto, Ricardo Valente, destaca o ecossistema empreendedor, o talento, as infraestruturas e a qualidade de vida como fatores-chave de competitividade para a internacionalização da economia, que fazem do Porto e da Região Norte “o motor da economia e um destacado centro de negócios”. Lembra, ainda, que o Porto “é hoje uma das cidades mais procuradas para a instalação de grandes grupos internacionais, mas também de startups inovadoras que operam a partir do Porto para todo o mundo”. Só nos últimos anos, a InvestPorto captou e apoiou mais de 320 projetos de investimento, 60% dos quais provenientes de mais de 30 países diferentes.

“Este estudo permite-nos perceber a importância atual do Porto e Norte de Portugal, região que se posiciona hoje nos primeiros lugares das intenções de IDE no país. Este resultado reflete as suas condições de atratividade, decorrentes do investimento realizado ao longo dos últimos 15 a 20 anos a vários níveis, com destaque particular para as competências e as infraestruturas. Este quadro posiciona o Porto e Norte de Portugal de forma muito privilegiada no radar do investimento internacional, especialmente em atividades altamente qualificadas e inovadoras”, sublinha, por seu turno, Hermano Rodrigues, da EY-Parthenon.

Quanto a perspetivas futuras, os investidores inquiridos no âmbito do estudo identificam três áreas nas quais a região deverá focar-se para se manter competitiva: o desenvolvimento da educação e das competências, o apoio às indústrias de alta tecnologia e à inovação e a redução da tributação.

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