Imobiliário

Investimento em imobiliário comercial foi o segundo mais alto de sempre

O volume de investimento em imobiliário comercial rondou os 1,3 mil milhões de euros e deve chegar aos 2 mil milhões em 2017, diz a Cushman&Wakefield.

O volume de investimento em imobiliário comercial em Portugal foi o segundo mais alto de sempre, ao rondar os 1,3 mil milhões de euros, perspetivando-se que em 2017 chegue aos 2 mil milhões, segundo a consultora Cushman & Wakefield.

Na apresentação à imprensa dos resultados de 2016 e das perspetivas para 2017, o diretor-geral da empresa, Eric van Leuven admitiu que o volume de investimento chegue aos 2 mil milhões euros este ano, face à perspetiva de um “arranque do ano como nunca visto”.

O responsável referiu terem ficado adiados alguns negócios que se esperava que ficassem concluídos em 2016, pelo que os registos em 2017 podem ultrapassar os melhores de sempre, ou seja os de 2015 (cerca de 1,9 mil milhões de euros).

Segundo os dados apresentados, o valor médio de transação situou-se nos 31 milhões de euros, “ligeiramente abaixo do valor do ano passado”, com Eric van Leuven a justificar com a possível “pausa” feita pelos investidores, na sequência da vitória da saída do Reino Unido da União Europeia em referendo.

“Gostava de crer que não há nada conjuntural”, afirmou.

A consultora notou pela positiva a existência de 18% de capital nacional envolvido no investimento.

Por áreas, o investimento foi alocado sobretudo aos escritórios (48%), com o volume mais alto de sempre (600 milhões de euros), com destaque para a transação no Campus da Justiça, Torre A das Torres de Lisboa e Edifício NOS, que totalizaram cerca de 300 milhões de euros.

O setor de retalhou representou 45% e o industrial 3%.

A consultora notou o alto valor do mercado comercial nacional, o que se justifica com a “confiança dos investidores no país”, segundo Eric van Leuven, referindo que quem compra continua a acreditar que pode valorizar mais os investimentos, nomeadamente com subidas de renda.

Os riscos futuros podem passar pelas subidas nas taxas de juro e com o provável regresso dos investidores ao mercado financeiro.

Na antevisão para 2017 espera-se que continue o crescimento sustentado de escritórios, enquanto no setor do retalho deverá haver consolidação no crescimento da procura nos setores de rua e centros comerciais.

A promoção imobiliária também deverá subir, assim como se deverá manter em alta a reabilitação urbana.

A falta de oferta de qualidade de escritórios em Lisboa fez a responsável pelo research da consultora, Marta Costa, referir que a capital pode ser preterida por multinacionais.

 

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