Investimentos de 400 milhões vão criar 400 postos de trabalho

Paulo Portas, vice-primeiro-ministro
Paulo Portas, vice-primeiro-ministro

É o maior pacote de investimentos desde que o Governo tomou posse, em 2011. São sete projetos, num total de cerca de 391 milhões de euros, que vão permitir criar 406 novos postos de trabalho, a que acrescem cerca de 60 empregos indiretos, anunciou ontem o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.

O pacote de investimentos foi aprovado no último conselho de
ministros e, além da criação de postos de trabalho, vai permitir
ainda manter 1378 empregos. “O investimento é a condição do
crescimento económico, e o crescimento económico é a condição
para criar emprego”, disse ontem o vice-primeiro-ministro durante a
apresentação do pacote, que prevê a concessão de incentivos
fiscais às empresas. “É por isso que considero positivo que o
Governo tenha aprovado e divulgue o maior conjunto de contratos de
investimento dos últimos três anos.”

Paulo Portas esclareceu ainda que os projetos em causa vão
privilegiar principalmente concelhos do interior do país, de forma a
ajudar a mitigar as diferenças económicas com o litoral. “A
geografia destes investimentos é mais equilibrada. Eles vão criar
riqueza e postos de trabalho em seis distritos diferentes e em oito
concelhos ou do interior ou com interioridade”, afirmou o
vice-primeiro-ministro.

Nos últimos três anos foram investidos 1600 milhões de euros na
economia portuguesa ao abrigo do regime fiscal de apoio ao
investimento. Este capital serviu para criar 2351 postos de trabalho,
ao mesmo tempo que foram mantidos mais de 10 mil empregos.

Paulo Portas elogiou o trabalho feito pelo Governo, em particular
pela AICEP e IAPMEI, no que respeita à celeridade das respostas aos
investidores. “Um investidor tem direito a um sim ou um não. O que
não pode acontecer é que fique uma eternidade à espera de uma
resposta, quando é ele que está a criar emprego”, sublinhou o
governante.

Dos sete projetos, o investimento mais avultado e o que vai criar
mais empregos diz respeito à criação de uma base de operações de
offshore shipping – prospeção, exploração e operações de
reservas petrolíferas e gás natural – em Sines. Serão mais de 226
milhões de euros que permitirão criar 150 empregos. Já a Sonae
Indústria, em Oliveira do Hospital, vai aumentar a capacidade da sua
linha de produção em 25%, mantendo-se, assim, os atuais 581 postos
de trabalho e criando-se dois novos.

É precisamente por esse fator emprego que os incentivos fiscais
se tornam cruciais, sublinharam vários empresários. “Os
incentivos foram muito importantes para o de-senvolvimento do nosso
trabalho. Se assim não fosse, teríamos muito mais dificuldades”,
disse o presidente da Almina, Humberto Costa Leite, que vai investir
44 milhões de euros nas minas de Aljustrel. No caso da Luso Finsa,
esse foi também “um factor muito importante”, admitiu Francisco
Marques, diretor-geral da empresa de transformação de madeiras
localizada em Nelas que ganhou o investimento para Portugal, em
detrimento de uma fábrica em Espanha e outra em França. Para isso
contribuiu a “celeridade, rapidez e atenção” dadas pelo Governo
a este dossier, garantiu Francisco Marques, sublinhando a “agilidade
com que foram tratados os assuntos junto das entidades oficiais.
Houve momentos em que chegámos a pensar que estávamos numa loja do
cidadão. Numa só reunião, tratávamos de cinco ou seis aspetos
diferentes, o que não é muito usual neste país”.

O investimento em Portugal está, portanto, em crescimento: no
final de 2013, subiu 9,7%, enquanto já no início deste ano cresceu
12,2%, números fundamentais para a recuperação económica. “Mais
investimento significa mais emprego, e é por isso que a questão do
investimento é crítica na sociedade portuguesa – não apenas por
razões económicas, mas também por razões sociais”, apontou
Paulo Portas.

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