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WC no espaço? A NASA tem 30 mil dólares para quem arranjar uma solução eficaz

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O "Space Poop Challenge" foi lançado no final do ano passado e agora, finalmente, os vencedores foram anunciados.

Ir à casa de banho pode parecer não ter muita ciência. Exceto se estivermos no espaço, submetidos a níveis de gravidade diferentes dos que estamos habituados. A NASA reconheceu o problema e decidiu pedir ajuda à comunidade. O “Space Poop Challenge” foi lançado no final do ano passado e agora, finalmente, os vencedores foram anunciados.

Quando têm de ir ao espaço, os astronautas enfrentam inúmeros desafios. A maior parte diz respeito à manutenção dos níveis vitais estáveis face a condições adversas, como a falta de gravidade, ar rarefeito e dificuldades de nutrição. Contudo, as idas à casa de banho fazem parte das necessidades básicas do ser humano. E a agência espacial norte-americana tem tido dificuldades em resolver a situação de uma forma eficaz. É que, como indica a NASA na página oficial do desafio, os astronautas podem ter de ficar com os fatos espaciais vestidos por cerca de 144 horas, em caso de emergência.

As candidaturas para ideias e projetos terminaram a 20 de dezembro. A agência espacial indica que recebeu mais de cinco mil propostas, de todos os continentes. Esta semana foram anunciados, finalmente, os vencedores e houve um primeiro, um segundo e um terceiro lugar.

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O projeto que mais se destacou é da autoria de Thatcher Cardon, um cirurgião oficial das Forças Armadas norte-americanas, que se inspirou na ciência das cirurgias de invasão mínima para resolver o problema. “Hoje em dia fazem-se coisas incríveis através de pequenas aberturas. Pode-se substituir válvulas do coração através cateteres em artérias”, explicou o cirurgião, citado pela Quartz.

A sua ideia consiste na introdução de um compartimento no final do fato espacial, com um pequeno orifício que permite aos astronautas inserirem e removerem fraldas e roupa interior. A NASA concedeu a Thatcher Cardon o primeiro prémio, no valor de 10 mil dólares (9,39 mil euros).

O segundo lugar coube a um design que faz com que os desperdícios seja aspirados para um compartimento externo, através do ar que o movimento do astronauta gera. A terceira posição foi para um fato, apelidado SWIMsuit, que faz o tratamento sanitário e a absorção dos desperdícios. Cada um dos projetos vai receber 10 mil e 5 mil euros, respetivamente.

Nos próximos tempos, a agência espacial europeia terá que testar os projetos vencedores para verificar a sua aplicabilidade no espaço. Contudo, a NASA espera que não venha a ser necessária a sua utilização, uma vez que em missões normais, os astronautas nunca precisarão de ficar tantas horas fora de órbita.

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