Energia

Irão e Rússia inauguram construção de novo reator nuclear no Golfo Pérsico

Uma foto disponibilizada pela Organização de Energia Atómica mostra trabalhadores a deitar cimento no âmbito da construção da segunda fase da central nuclear de Bushehr, na cidade de Bushehr, no sul do Irão, 10 de Novembro de 2019.
Uma foto disponibilizada pela Organização de Energia Atómica mostra trabalhadores a deitar cimento no âmbito da construção da segunda fase da central nuclear de Bushehr, na cidade de Bushehr, no sul do Irão, 10 de Novembro de 2019.

O Irão encontrava-se debaixo de sanções quando a Rússia aceitou, nos anos 1990, arrecadar o contrato de construção da central nuclear do Bushehr.

Representantes do Irão e da Rússia inauguraram este domingo uma nova fase dos trabalhos de construção de um segundo reator nuclear na central elétrica de Bushesr, no Golfo Pérsico, de acordo com jornalistas da agência AFP no local.

Ali Akbar Salehi, vice-presidente do Irão e chefe da Organização Iraniana de Energia Atómica (OEIA), e Alexandr Lokshin, diretor-adjunto da agência nuclear russa Rosatom, lançaram oficialmente a primeira laje de betão para o reator da central elétrica.

A longo prazo, a OEIA prevê ter três reatores nucleares em atividade em Bushehr, no sudoeste do país.

“Até 2027-2028, quando os projetos estiverem concretizados, teremos 3.000 megawatts (MW) de eletricidade produzidos pela energia nuclear”, disse Salehi durante a cerimónia.

Enquanto o Irão se encontrava debaixo de sanções, a Rússia aceitou em meados dos anos 1990 arrecadar o contrato de construção da central nuclear do Bushehr, abandonado pela Alemanha na década de 1970, depois da revolução islâmica.

O primeiro reator da central, com uma potência de 1.000 MW, entrou ao serviço em 2011.

O Irão e a Rússia já tinham lançado oficialmente a construção dos reatores número 2 e 3 em novembro de 2017, à margem de uma visita do Presidente russo, Vladimir Putin, a Teerão.

Ao abrigo do acordo internacional sobre o projeto nuclear iraniano, concluído em 2015 em Viena, a Rússia deve fornecer ao Irão o combustível de que a república islâmica necessita para o funcionamento das suas centrais elétricas nucleares.

Destinado a garantir que o programa nuclear iraniano não tem nenhum objetivo militar, o acordo parece atualmente ameaçado, desde que os Estados Unidos se retiraram unilateralmente, em maio de 2018, antes de restabelecer sanções económicas contra Teerão.

Em resposta, o Irão começou em maio a afastar-se progressivamente dos compromissos do acordo de 2015.

Na quinta-feira, as autoridades iranianas começaram a quarta fase do seu plano de redução de compromissos, ao lançar atividades de enriquecimento de urânio na central de Fordo, 180 quilómetros a sul de Teerão.

O Irão informou no sábado que os inspetores da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) iriam supervisionar hoje as atividades de enriquecimento de urânio na central de Fordo, cuja reativação já abrangeu “metade das máquinas necessárias”.

Na quinta-feira, as autoridades iranianas retiraram a acreditação de uma inspetora da ONU após um incidente, na semana anterior, alegando que apresentara sinais positivos num teste de nitratos explosivos, durante um controlo de entrada na central de Natang.

No mesmo dia, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) considerou “inaceitável” que o Irão tenha “momentaneamente impedido” uma sua inspetora de deixar o país, não aceitando a tese de que ela não fora detida.

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